junho 7, 2026

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Trump relativiza ultimato a Putin para encerrar guerra na Ucrânia: “Depende dele”

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Sanções secundárias ameaçadas por Trump contra a Rússia pela guerra na Ucrânia podem impactar a economia global.

Declarações firmes de Trump sobre guerra Rússia-Ucrânia.

Em coletiva no Salão Oval, o presidente dos EUA, Donald Trump, relativizou o prazo dado ao líder russo, Vladimir Putin, para encerrar a guerra na Ucrânia, antes da imposição de sanções americanas. “Depende de Putin”, disse, ao ser questionado novamente sobre as consequências do prazo, que vence amanhã. Sobre uma possível reunião trilateral com Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Trump não confirmou o encontro e declarou não ter visto as recentes falas de Putin, afirmando: “Putin não precisa se reunir com Zelensky antes de mim.”

Sobre tarifas adicionais contra a Índia, Trump informou que não haverá novas negociações até que “tudo esteja resolvido”, sem detalhar. Durante a coletiva, convocada de última hora para um “grande anúncio econômico”, ele apresentou gráficos que, segundo ele, mostram que o Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) superestimou a criação de empregos no governo Biden. Ao seu lado, o economista Stephen Moore alegou que “novos dados” indicam uma superestimação de 1,5 milhão de empregos, sem revelar a fonte. Na semana anterior, Trump demitiu a chefe do BLS, acusando-a de manipular dados.

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Internacional

Putin defende “paz duradoura” na Ucrânia sem citar pressões externas

O presidente russo Vladimir Putin afirmou, durante visita ao mosteiro de Valaam, na sexta-feira (1º de agosto), que Moscou permanece aberta às negociações de paz com a Ucrânia, destacando que a guerra favorece a Rússia. Avaliando positivamente a terceira rodada de conversas em Istambul, ele mencionou a recente troca de prisioneiros, questionando: “Como não valorizar o retorno de centenas de pessoas às suas casas?” Em declarações à TV pública russa, Putin defendeu negociações detalhadas e discretas para uma “paz duradoura” que atenda aos interesses de ambos os países, propondo três grupos de trabalho (político, militar e humanitário) para operar remotamente. Ele destacou avanços das forças russas em Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhya, Kherson e na cidade estratégica de Chasiv Yar, embora Kiev negue essa última conquista. Putin também anunciou a produção em massa do míssil hipersônico nuclear Oreshnik, com planos de instalação na Bielorrússia, ao lado do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko.

Sem mencionar pressões externas, Putin minimizou “desilusões” alheias, atribuindo-as a “expectativas excessivas”. Enquanto isso, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky insistiu, via rede social X, em uma reunião direta com Putin, afirmando que “todos sabem quem decide na Rússia e quem pode encerrar a guerra”. Apesar dos apelos ucranianos por um cessar-fogo imediato, Moscou prioriza um acordo de paz “final e duradouro”. Desde o início das negociações em Istambul, em maio, a Rússia intensificou ataques aéreos, especialmente em Kiev, enquanto a Ucrânia e aliados europeus acusam Putin de protelar a paz, acusações que o Kremlin rejeita.

Zelenskiy dialoga com Trump antes do prazo final para negociações de paz

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, anunciou na terça-feira (5) que manteve uma conversa “produtiva” com o presidente dos EUA, Donald Trump, discutindo o fim da guerra, sanções contra a Rússia e a conclusão de um acordo sobre drones entre os dois países. Trump, que expressou frustração com Vladimir Putin recentemente, estipulou o prazo de 8 de agosto para que o líder russo firme a paz na Ucrânia, sob ameaça de sanções mais severas.

Zelenskiy destacou no X que “o presidente Trump está plenamente ciente dos ataques russos a Kiev e outras cidades e comunidades”, em referência à escalada de ofensivas com drones e mísseis. Ele também afirmou que a Ucrânia está preparada para fechar um acordo com os EUA sobre a produção de drones ucranianos, descrevendo-o como “um dos acordos mais robustos”.

A Ucrânia tem buscado maior apoio financeiro e investimentos de parceiros internacionais para fortalecer sua indústria armamentista nacional em ascensão.

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