Michelle reconhece erros em falas de Bolsonaro, mas destaca: “Não rouba”
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Michelle Bolsonaro Reconhece Deslizes do Marido.
Deslizes Verbais e Defesa da Honestidade.
No evento do PL Mulher em Ji-Paraná, Rondônia, em 27 de setembro, Michelle Bolsonaro admitiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu deslizes em suas falas durante o mandato, descrevendo-o como “um brutão” que evoluiu politicamente. Ela defendeu sua honestidade, destacando que ele “não rouba” e não se envolve com corrupção, em meio a desafios judiciais e de imagem enfrentados pelo ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito.
Michelle citou declarações polêmicas de Bolsonaro, como a resposta de que não era “coveiro” durante a pandemia da Covid-19 e o comentário de 2022 sobre meninas venezuelanas menores de idade, que resultou em condenação do TJDFT por violação de direitos infantis. Apesar disso, ela negou intenção de candidatar-se, reafirmando seu papel como porta-voz de Bolsonaro e seu foco na reeleição dele, visando fortalecer o “movimento bolsonarista”.
Contexto e Impactos
As declarações de Michelle ocorrem em um cenário de polarização política e questionamentos à imagem de Bolsonaro, agravados por suas falas controversas e implicações legais. A pandemia e o caso das meninas venezuelanas intensificaram críticas à sua comunicação, vista como insensível. A defesa de sua honestidade busca manter o apoio da base, mas pode não reverter a percepção negativa de parte da população.
Desdobramentos e Perspectivas
A estratégia de Michelle visa humanizar Bolsonaro, mas enfrenta resistências devido às controvérsias e à percepção de ineficácia de sua liderança. Apesar disso, o apoio resiliente de sua base sugere potencial para recuperação. Seu foco na reeleição de Bolsonaro indica um plano de longo prazo para manter sua relevância política, em meio a desafios jurídicos e políticos. A forma como essas declarações serão recebidas influenciará o futuro político da família e o equilíbrio de poder no Brasil, em um contexto de polarização e debate intenso.
Michelle apoia candidatura de Bolsonaro e nega interesse na Presidência: ‘Quero ser primeira-dama’
No evento do PL Mulher, Michelle Bolsonaro reforçou que não deseja candidatar-se à Presidência e pediu apoio para reeleger Jair Bolsonaro, apesar de sua inelegibilidade e prisão domiciliar. Criticando o Supremo Tribunal Federal (STF), ela denunciou “humilhação” pelas revistas policiais impostas em sua casa, afetando até sua filha de 14 anos, devido à prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada por Alexandre de Moraes em agosto por descumprimento de medidas cautelares.
Em entrevista ao The Telegraph em 24/9, Michelle havia considerado uma candidatura para preservar o legado de Bolsonaro, mas no evento afirmou que será sua “voz” no Brasil e no exterior. “Quero ser primeira-dama, não presidente. Vamos eleger deputados e senadores em 2026 para reeleger Jair Bolsonaro”, discursou, criticando a tornozeleira eletrônica e as revistas como violações de direitos.
Michelle Bolsonaro divulga vídeo de Ciro Gomes atacando Lula
Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama, usou declarações de Ciro Gomes (PDT) para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em stories no Instagram, na segunda-feira (29), ela compartilhou um vídeo do ex-governador do Ceará, publicado por um portal de notícias do Amazonas, no qual Ciro chama o governo Lula de “corrupto” e o presidente de “picareta”. Ele acusa Lula de desviar o foco de fraudes no INSS, investigadas pela Polícia Federal e por uma CPI no Senado, usando a crise diplomática com os EUA. “Lula é espertalhão, se posa de patriota, mas é um grande picareta”, diz Ciro, referindo-se às sanções americanas.
Em agosto, durante evento do PL Mulher, Michelle já havia acusado Lula de provocar Donald Trump e culpar a família Bolsonaro pelas sanções, chamando-o de “mentiroso, cachaceiro, pinguço, irresponsável”. Suas falas geraram resposta indireta da primeira-dama Rosângela da Silva (Janja), que, em evento da COP-30, destacou: “E não xingo o marido de ninguém”. Ciro, ex-ministro de Lula, tornou-se opositor do PT e tem se aproximado da direita, participando de eventos do Centrão e do PL.
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