março 7, 2026

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Moraes determina que GSI não preste segurança a Bolsonaro em deslocamentos

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Moraes retira GSI da segurança de Bolsonaro em deslocamentos; PF e Polícia Penal assumem controle total.

Carlos Bolsonaro denuncia escolta militar excessiva durante cirurgia do pai.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira (17) que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) pare de participar da escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seus deslocamentos. A decisão transfere integralmente a responsabilidade para a Polícia Federal (PF) e a Polícia Penal do Distrito Federal, que já monitoram o cumprimento da prisão domiciliar imposta ao réu.

A medida veio após o episódio de domingo (14), quando Bolsonaro foi transportado ao Hospital DF Star, em Brasília, para remoção de oito lesões cutâneas. Segundo Moraes, o procedimento exibiu “falhas graves”, como desembarque e embarque em local sem controle de acesso, permanência prolongada em frente ao hospital e exposição desnecessária. Proibido de se comunicar com a imprensa, o ex-presidente permaneceu por mais de cinco minutos parado diante de cerca de 100 apoiadores, gesticulando enquanto o médico Cláudio Birolini concedia entrevista improvisada a jornalistas — o que, para o ministro, comprometeu a padronização da segurança e gerou riscos ao custodiado.

Todo o transporte, deslocamento e escolta de Jair Messias Bolsonaro deverá ser organizado, coordenado e realizado pela Polícia Federal ou Polícia Penal, conforme a necessidade da situação, sem a participação dos agentes do GSI”, determinou Moraes. O GSI segue responsável apenas pela proteção dos familiares de Bolsonaro.

Condado pelo STF a 27 anos de prisão no processo da tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília desde agosto, por descumprimento de medidas cautelares impostas pelo próprio ministro.

Vereador critica operação policial durante procedimento médico

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) denunciou publicamente o que classificou como “o maior circo armado da história do Brasil” durante o deslocamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para realizar um procedimento médico no Hospital DF Star, em Brasília, no domingo (14). A operação mobilizou mais de 20 agentes armados com fuzis, além de mais de 10 batedores, numa demonstração ostensiva de força que, segundo o filho do ex-presidente, teve como objetivo deliberado humilhar e constranger o paciente. A crítica foi feita através das redes sociais, onde Carlos compartilhou sua indignação com o tratamento dispensado ao pai durante uma situação de vulnerabilidade médica. O procedimento cirúrgico visava a remoção de duas lesões de pele, sendo uma pinta benigna no tronco e outra que será submetida à biópsia para análise. Esta foi a primeira saída de Bolsonaro da prisão domiciliar após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão. O ex-presidente chegou ao hospital por volta das 8h da manhã, acompanhado de uma escolta que incluía agentes das polícias Federal, Militar, Penal e de Operações Especiais, além de um helicóptero que monitorou todo o trajeto de aproximadamente 20 quilômetros desde sua residência no condomínio em Brasília.

A operação de segurança revelou uma estrutura de vigilância que vai muito além dos protocolos normais para presos em regime domiciliar. Segundo relatos de Carlos Bolsonaro, o comboio policial deliberadamente reduziu a velocidade abaixo do permitido na via pública, criando um espetáculo que chamou a atenção de transeuntes e motoristas ao longo do percurso. A estratégia, na visão do vereador, tinha como propósito específico expor publicamente o ex-presidente em condição de vulnerabilidade, transformando um procedimento médico necessário em uma demonstração pública de poder do Estado. As ruas de acesso ao hospital foram parcialmente bloqueadas, veículos suspeitos foram vistoriados e o cerco de segurança ocupou todo o quarteirão, mobilizando pelo menos 50 policiais de diferentes corporações. A varredura na porta da unidade médica e a revista de mochilas de apoiadores que eventualmente se dirigiram ao local completaram o quadro de uma operação militar em ambiente hospitalar. Carlos também denunciou que a vigilância armada continuou dentro do próprio hospital, onde “homens fardados e armados vigiam como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela”, reproduzindo o mesmo padrão de monitoramento constante aplicado em sua prisão domiciliar. O vereador interpretou essa conduta como parte de um método sistemático de pressão psicológica, descrevendo-a como “método de abate” contra seu pai.

O endurecimento das medidas de segurança em torno de Bolsonaro foi implementado pelo ministro Alexandre de Moraes no final de agosto, quando autoridades judiciárias passaram a considerar a existência de risco de fuga. A decisão atendeu representação da Polícia Federal e manifestação da Procuradoria-Geral da República, que apontaram a necessidade de manter agentes em prontidão integral para monitoramento do ex-presidente. Desde então, todos os veículos que saem da residência de Bolsonaro são obrigatoriamente vistoriados, e qualquer deslocamento requer autorização prévia do magistrado. Esta foi apenas a segunda saída de Bolsonaro desde o início de sua prisão domiciliar em 4 de agosto, sendo que a primeira ocorreu em 16 de agosto para exames que diagnosticaram esofagite, gastrite e resíduos de infecções pulmonares. O procedimento médico atual incluiu também exames complementares que revelaram um quadro de anemia por deficiência de ferro, enquanto a tomografia de tórax mostrou imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração. O Portal Radio London acompanha o desenvolvimento do caso e as repercussões das críticas feitas pelo filho do ex-presidente. A cirurgia foi concluída por volta das 12h, com Bolsonaro permanecendo em repouso no hospital aguardando alta médica, sempre sob a vigilância constante do aparato de segurança que gerou a controvérsia.

Tensão familiar e questionamentos sobre proporcionalidade das medidas

A reação de Carlos Bolsonaro reflete um clima de tensão crescente entre a família do ex-presidente e as autoridades responsáveis pela execução das medidas judiciais impostas. O vereador acompanhou pessoalmente o pai durante todo o procedimento médico, junto com o irmão Jair Renan, vereador de Balneário Camboriú, testemunhando em primeira mão o que descreveu como tratamento desproporcional e humilhante. Em suas declarações públicas, Carlos sugeriu que existe uma agenda política por trás das medidas de segurança, afirmando que “no fundo, o que não conseguiram em 2018, tentam agora, a qualquer custo, concluir”, numa referência ao atentado sofrido pelo pai durante a campanha eleitoral daquele ano. A declaração “querem matar Jair Bolsonaro de um jeito ou de outro” evidencia o nível de desconfiança e hostilidade que permeia a relação entre a família e o sistema judiciário. O episódio hospitalar tornou-se um novo capítulo na narrativa de confronto entre os Bolsonaro e as instituições, com potencial para mobilizar a base de apoio do ex-presidente em torno da percepção de perseguição política. A escolha de tornar pública a crítica através das redes sociais demonstra uma estratégia de comunicação que busca sensibilizar a opinião pública para o que a família considera excessos na aplicação das medidas de segurança.

Segurança reforçada no hospital: enfermeiros revistados e vigilância total para Bolsonaro em prisão domiciliar

O esquema de segurança no Hospital DF Star, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava internado, foi rigoroso: até enfermeiros passaram por revistas antes de entrar no quarto. A medida visou impedir o acesso a celulares, proibidos pela condição de prisão domiciliar, que restringia comunicações e postagens em redes sociais.

Detalhes da vigilância
Bolsonaro ocupou um quarto no segundo andar, com dois policiais penais no pavimento — sem entrar no cômodo. No primeiro andar, havia mais três agentes. Duas viaturas da Polícia Penal estacionaram na frente do hospital, acompanhando o ex-presidente desde sua residência. Policiais militares patrulharam as imediações, com carros posicionados e homens circulando pelas ruas para prevenir tumultos, especialmente após a condenação pelo STF na semana anterior. No domingo (14), a triagem começou no início da rua de acesso ao hospital.

Revistas como rotina
A revista de enfermeiros é procedimento padrão desde a cirurgia de abril — a sétima decorrente da facada de 2018. As restrições intensificaram-se com a prisão domiciliar: funcionários relatam encontros com policiais penais nos corredores. O foco é cumprir determinações do STF, preservar a privacidade de Bolsonaro e sua família — fotos e vídeos da operação de abril foram feitos por parentes.

Internação e exames
Bolsonaro chegou ao hospital com dois assessores. O deputado Evair de Mello (PP-ES), que conversou com um deles, informou que o estado do ex-presidente exige cuidados. Inicialmente, foram verificados sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e oxigenação sanguínea. Exames mais complexos estão programados para em seguida, sob comando médico. Os assessores entenderam que emergências de saúde dispensam autorização judicial de Alexandre de Moraes, mas os resultados serão enviados ao STF.

Bolsonaro recebe alta hospitalar com diagnóstico de câncer de pele em duas lesões; soluços e vômitos persistem

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, no início da tarde desta quarta-feira (17), conforme informado pelo médico Cláudio Birolini, seu atendente pessoal. Durante a saída, Birolini revelou que, das sete lesões cutâneas removidas, duas apresentaram resultado positivo para carcinoma de células escamosas, um tipo intermediário de câncer de pele. “Não é nem o mais bonzinho nem o mais agressivo, mas ainda assim pode ter consequências mais sérias”, explicou o médico a jornalistas. As lesões localizavam-se na parte anterior do tórax e no braço. Questionado sobre possível relação com a facada sofrida em setembro de 2018, Birolini negou, atribuindo o quadro à pele clara de Bolsonaro: “Ele está sujeito a esse tipo de coisa”.

O médico também alertou que os episódios de soluços e vômitos continuam. “Ele tem soluços mais intensos, que o deixam engasgado, gerando vômito reflexo”, detalhou.

Bolsonaro deu entrada no hospital por volta das 16h de terça-feira (16), após falta de ar e vômitos, acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O quadro inicial foi diagnosticado como pré-sincope, com queda de pressão arterial, taquicardia e desidratação. “Não dá para avaliar sem exame; confirmamos a desidratação aqui”, disse Birolini. Na terça, ele passou por exames, recebeu medicação e orientação para evitar alimentos sólidos. O médico, diretor de cirurgia geral do Hospital das Clínicas da USP, viajou a Brasília para acompanhar o caso.

O último boletim, divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em suas redes sociais, indicava anemia persistente, alteração renal com elevação de creatinina e ressonância craniana sem alterações agudas para tontura recorrente. Houve melhora parcial após hidratação e tratamento medicamentoso. Flávio atribuiu o mal-estar à condenação recente da Primeira Turma do STF, que sentenciou o pai a 27 anos de prisão pela trama golpista, e pediu “trégua” ao relator, ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “terrorista”.

As questões envolvendo justiça seguem gerando debates sobre os limites entre segurança necessária e constrangimento desnecessário em casos de alta visibilidade política.

 



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