março 7, 2026

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Alckmin afirma que Lei da Reciprocidade é o último recurso contra tarifaço de Trump

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Alckmin defende que Lei da Reciprocidade é aposta final do Brasil diante de tarifaço de Trump.

Governo brasileiro intensifica reação contra sobretaxa dos EUA.

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que a implementação da Lei da Reciprocidade será o último recurso adotado pelo Brasil diante da decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em declarações na semana passada, Alckmin destacou que o governo federal segue comprometido em buscar, até o limite, o diálogo e a negociação com autoridades norte-americanas antes de recorrer a qualquer medida de retaliação comercial. Segundo o vice-presidente, a regulamentação da nova legislação deve ser publicada até a próxima terça-feira, reforçando que a prioridade ainda é a reversão da tarifa anunciada pelo presidente Donald Trump. Alckmin ressaltou que considera a taxação injustificável e prejudicial não só ao Brasil, mas também a setores econômicos norte-americanos. O comitê criado para debater o assunto, composto por representantes do governo e da iniciativa privada, prossegue em reuniões para alinhar a resposta brasileira e avaliar eventuais cenários de impasse. O governo também encaminhou carta confidencial às autoridades dos EUA e aguarda resposta para tentar resolver a questão diplomática amparada por tratativas comerciais diretas.

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Lei da Reciprocidade detalha caminhos para resposta do Brasil

A Lei da Reciprocidade foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criando uma nova base legal para respostas proporcionais a barreiras impostas por outros países aos produtos e empresas brasileiras. De acordo com a nova legislação, o Brasil poderá implementar sobretaxas, suspender acordos comerciais e até mesmo rever benefícios em propriedade intelectual caso seja alvo de medidas injustas ou unilaterais de parceiros comerciais, como proposto atualmente pelos Estados Unidos. O instrumento, que até então não existia no arcabouço jurídico nacional, foi defendido por Alckmin como um avanço diante do cenário econômico internacional pressionado por decisões protecionistas. O vice-presidente enfatizou que, por ora, a busca por diálogo e negociações via Organização Mundial do Comércio (OMC) permanece como primeiro passo, mas alertou para a necessidade de resposta firme caso não haja reversão da tarifa. Alckmin também ressaltou que a maioria dos produtos norte-americanos exportados para o Brasil não enfrenta tributação, ilustrando a desproporção da medida de Trump e reforçando o argumento brasileiro na mesa de negociações.

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Análise sobre os possíveis impactos e próximos passos do embate comercial

Com a aproximação da data-limite para início das taxas americanas – prevista para 1º de agosto – aumentam as preocupações nos setores da indústria, agronegócio e exportação do Brasil. Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) já manifestaram apoio à postura negocial adotada pelo governo, aconselhando cautela antes de qualquer escalada retaliatória que resulte em guerra comercial. Alckmin salientou que o governo brasileiro não pretende adotar posição reativa precipitadamente, reafirmando que a prioridade é esgotar as tentativas diplomáticas de acordo junto aos americanos e também por intermédio da OMC. A análise do contexto aponta que a adoção plena da Lei da Reciprocidade, caso efetivada, marcaria o uso inédito do instrumento e colocaria o Brasil em nova rota de enfrentamento direto no comércio global. Ainda assim, o governo sinaliza abertura para prorrogar negociações frente à complexidade do tema e ao histórico recente de mudanças de postura da administração Trump sobre tarifas e barreiras internacionais. O resultado dessas negociações, porém, poderá redefinir práticas futuras do governo brasileiro diante de novos eventos protecionistas no cenário global.

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Brasil mantém aposta em soluções diplomáticas e negociações abertas

Com a proximidade do prazo estipulado para entrada em vigor da tarifa americana sobre os produtos brasileiros, o governo segue aguardando resposta formal dos Estados Unidos à proposta já encaminhada, reforçando a disposição ao diálogo e ao entendimento bilateral. O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que o Brasil prioriza a busca de solução negociada até o último momento, mantendo como último recurso a aplicação da Lei da Reciprocidade. Caso não haja avanço concreto, a regulamentação já estará pronta para ser utilizada, permitindo resposta proporcional e legal ao impacto gerado pelas barreiras tarifárias. A aposta, contudo, é que a pressão internacional e os argumentos apresentados possam sensibilizar as autoridades americanas quanto à necessidade de cooperação comercial mútua. O desdobramento desse embate, nas próximas semanas, será decisivo para o futuro das relações entre os dois países e para a dinâmica das exportações brasileiras no mercado global.

Jorge Viana: Lei de Reciprocidade deve ser último recurso e evitar guerra comercial

No programa Ponto de Vista, de VEJA, exibido na quinta-feira (17/7), o presidente da Apex, Jorge Viana, discutiu as ações do governo brasileiro frente ao tarifaço anunciado por Donald Trump contra o Brasil. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada no mesmo dia, apontou queda na rejeição ao presidente Lula em meio à crise tarifária. O programa abordou os impactos das tarifas americanas e as medidas do governo para mitigá-las.

Ao lado do editor de VEJA José Benedito, Viana destacou a atuação da Apex em diálogo com setores econômicos e o comitê liderado por Geraldo Alckmin. “Há muita insegurança. Estamos mapeando setor por setor para apoiar no cenário possível. Se as tarifas forem adiadas, teremos um ambiente melhor para negociar. Caso contrário, setores enfrentarão dificuldades, e o governo, junto à Conab, pode intervir com compras. Redirecionar mercados não é simples, mas é viável”, afirmou.

Sobre a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que inicialmente atribuiu a crise ao governo Lula e depois buscou diálogo com os EUA, Viana apontou um “equívoco”. “O governador errou ao apoiar as medidas de Trump e sugerir que Bolsonaro intermediasse. Negociar diretamente com um encarregado de negócios, que nem é embaixador, foi atabalhoado. Agora, ele ajustou o discurso, percebendo o impacto em São Paulo, que responde por 30% das exportações do Sudeste aos EUA, onde 70% do total exportado do Brasil se concentra”, disse.

Viana abordou com cautela a Lei de Reciprocidade, sancionada por Lula, que permite retaliações a países que imponham sanções comerciais ao Brasil. “É uma medida para casos extremos, quando todas as negociações falharem. Deve ser aplicada com inteligência, não apenas replicando tarifas, como ‘50% por 50%’, pois isso prejudicaria mais o Brasil. A reciprocidade deve forçar negociações, mostrando que os EUA também perderão se mantiverem as tarifas”, defendeu, alertando contra uma guerra comercial.

Alcolumbre, Motta e Alckmin defendem soberania e união contra ‘agressão injusta’

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniram-se na quarta-feira (16) com o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir a taxação de 50% anunciada por Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em vídeo exclusivo, os líderes criticaram a medida como uma “agressão injusta” e defenderam a união dos Poderes para proteger os interesses do Brasil.

Alcolumbre afirmou que o Congresso está “integralmente à disposição” do setor produtivo e que o Executivo deve liderar as negociações com os EUA. “É uma agressão ao Brasil. Precisamos de firmeza, resiliência e serenidade”, declarou. Motta destacou a aprovação da Lei da Reciprocidade para proteger negócios e garantiu que a Câmara agirá com “rapidez e agilidade” em apoio ao Executivo e ao presidente Lula. “O Brasil não pode aceitar interferências na nossa soberania”, reforçou.

Alckmin, responsável pelas políticas de exportação, classificou a medida dos EUA como “totalmente inadequada e injusta”, lembrando que a balança comercial favorece os norte-americanos e que a tarifa média de importação do Brasil é de apenas 2,7%. Ele destacou que oito dos dez principais produtos exportados pelos EUA ao Brasil não são taxados. “Vamos trabalhar juntos para reverter essa situação”, afirmou.

Trump, em carta a Lula, alegou equivocadamente um déficit comercial dos EUA com o Brasil e mencionou uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro.

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