março 7, 2026

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Projeto pode taxar aliados da Rússia com tarifa de 500% nos EUA

9 min read

Projeto discute tarifa recorde para aliados da Rússia e pode afetar Brasil.

Trump ameaça Rússia com tarifa de 100% caso não haja cessar-fogo na Ucrânia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que pode impor uma tarifa de 100% sobre produtos russos caso a Rússia não chegue a um cessar-fogo com a Ucrânia em 50 dias. Ele confirmou o envio de armamento ao exército ucraniano, reforçando o apoio americano ao país em guerra. Além das tarifas, sanções econômicas severas podem ser aplicadas à Rússia se as negociações de paz não avançarem.

Paralelamente, o Senado americano avalia um projeto que prevê tarifas de até 500% sobre importações de urânio, gás e petróleo russos. Trump expressou frustração com Vladimir Putin, com quem já discutiu o conflito várias vezes, destacando que um acordo de paz deveria ter sido alcançado antes.

Em reunião com o secretário-geral da Otan, Trump detalhou que os EUA produzirão as armas, enquanto países europeus, como Alemanha, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Holanda e Canadá, financiarão os equipamentos. A Ucrânia receberá mísseis, munições e sistemas de defesa aérea. O presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, agradeceu o apoio, enquanto a Rússia afirmou que manterá as negociações com a Ucrânia.

Senado americano avalia medida inédita contra comércio com a Rússia.

Um polêmico projeto de lei tramita no Senado dos Estados Unidos com o objetivo de autorizar o presidente americano a impor tarifas de até 500% a países que continuem realizando negócios comerciais com a Rússia, em especial aqueles relacionados a itens como petróleo, gás e urânio. A proposta ganhou destaque nos últimos dias diante da escalada das tensões entre Washington e Moscou, com o retorno de Donald Trump à Casa Branca reacendendo o debate sobre o papel dos Estados Unidos na contenção do conflito na Ucrânia. Segundo os autores do texto, a iniciativa possui respaldo da maioria dos parlamentares, que defendem a adoção de sanções mais rígidas como forma de pressionar aliados econômicos do Kremlin e isolar financeiramente o governo de Vladimir Putin. O projeto prevê que países como Brasil, China e Índia, que mantêm operações relevantes com a economia russa, possam ser diretamente impactados pela taxação inédita. A medida surge em um momento sensível para a diplomacia e para o comércio internacional, colocando à prova alianças estratégicas e suscitando intensos debates nos bastidores dos governos afetados.

A proposta defendida no Congresso americano representa uma escalada significativa na postura dos EUA diante da manutenção de negócios entre outros países e a Rússia. Desde o início da guerra na Ucrânia, sanções econômicas vêm sendo impostas pelas principais potências ocidentais, porém a criação de tarifas punitivas a níveis tão elevados nunca havia sido considerada de forma tão concreta. O texto em discussão autoriza o presidente a agir unilateralmente e taxar em até 500% as importações de petróleo, gás e urânio provenientes da Rússia feitas por terceiros, mirando naqueles que, na avaliação de Washington, fortalecem a máquina de guerra russa direta ou indiretamente. A retórica dos seus apoiadores, como o senador republicano Lindsey Graham, deixa claro que o alvo são países que, ao manter negócios estratégicos com Moscou, acabam minando os esforços internacionais para encerrar o conflito no leste europeu. Caso aprovada, a lei significaria não só um endurecimento nas relações comerciais, mas um potencial abalo na diplomacia global, especialmente para grandes parceiros emergentes como o Brasil.

Especialistas avaliam que o impacto do projeto de tarifas pode trazer consequências profundas tanto para o Brasil quanto para outros mercados globais envolvidos no comércio com a Rússia. O Brasil, importante importador de fertilizantes e exportador de produtos agrícolas, figura na lista de possíveis atingidos pela nova política, com o agronegócio nacional já sinalizando preocupação com eventuais retaliações e aumento do custo dos insumos. O movimento americano reacende discussões sobre a dependência de determinados mercados internacionais e sobre a necessidade de diversificação de parceiros comerciais diante de um ambiente geopolítico cada vez mais instável. Além disso, analistas observam o crescente uso de sanções econômicas como instrumento de pressão diplomática, ampliando a diferença de abordagem entre grandes potências e dificultando iniciativas multilaterais para resolução pacífica de conflitos. O texto, ao conceder grande autonomia ao presidente, também alimenta o debate sobre unilateralismo e desafios à governança global em temas sensíveis como energia, alimentação e estabilidade financeira mundial.

À medida que o Senado dos EUA avança nas discussões sobre a tarifa de 500% e o presidente Trump promete um “grande anúncio” sobre a questão, o Brasil e demais nações afetadas buscam entender e mitigar os possíveis efeitos de uma eventual aprovação do projeto. O governo brasileiro acompanha o tema de perto e já articula com outros países e organismos internacionais alternativas para minimizar impactos sobre setores estratégicos e garantir a continuidade de cadeias produtivas fundamentais. O debate sobre sanções e tarifas deve continuar ocupando espaço central nas pautas diplomáticas, enquanto o cenário global permanece marcado pela volatilidade do conflito na Ucrânia e pela imprevisibilidade das ações americanas. A análise predominante é que a aprovação do projeto pode redefinir parâmetros do comércio internacional, redirecionando fluxos e forçando países a repensar estratégias de integração econômica, com consequências que vão muito além das fronteiras dos EUA e da própria Rússia.

Rússia descarta ultimato de Trump e sinaliza continuidade da guerra na Ucrânia

Nesta terça-feira (15), a Rússia respondeu com cautela e desafio ao ultimato de Donald Trump, que na segunda-feira (14) deu 50 dias para Vladimir Putin cessar a Guerra da Ucrânia, sob ameaça de novas sanções. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, classificou a declaração de Trump como “séria” e disse que requer análise, mas afirmou que sinais de Bruxelas e Washington indicam a continuidade do conflito. Bruxelas, sede da Otan e da União Europeia, foi mencionada por Peskov como reflexo da disposição europeia de combater “por procuração”.

O vice-chanceler Serguei Riabkov, principal negociador nuclear russo e especialista em EUA, declarou que o país está aberto a negociações, mas não sob ameaças ou ultimatos. A escolha de Riabkov como porta-voz reforça a postura firme de Moscou. Internamente, a Bolsa de Moscou subiu, refletindo otimismo com a possibilidade de fim do conflito, enquanto políticos linha-dura, como o ex-presidente Dmitri Medvedev, chamaram o ultimato de Trump de “teatral” e irrelevante.

Um observador do Kremlin, ouvido pela imprensa, indicou que a Rússia avalia a seriedade da ameaça de Trump, considerando os 50 dias um prazo razoável para ajustes, mas teme maior pressão. Trump, que já expressou admiração por Putin, criticou-o recentemente, apesar de ter mantido cinco conversas telefônicas com o líder russo desde sua volta à presidência em janeiro. Negociações diretas com Moscou e Kiev ocorreram em duas rodadas sem sucesso, com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski exigindo um cessar-fogo prévio e Putin demandando a cessão de quatro territórios anexados ilegalmente, neutralidade militar de Kiev e eleições na Ucrânia.

Frustrado, Trump suspendeu temporariamente o envio de armas antiaéreas a Kiev, prometidas na gestão Biden, mas retomou o fornecimento e agora ameaça sanções. Ele propõe tarifas de 100% ao comércio com a Rússia – medida de pouco impacto devido ao baixo volume comercial – e a mesma taxação a países que compram petróleo russo, como China (47% do petróleo cru em junho), Índia (38%) e Turquia (26% do óleo diesel). O Brasil, que importa 12% dos derivados de petróleo russo, também enfrenta pressão de Trump, incluindo tarifas de 50% a partir de agosto, motivadas por questões políticas ligadas ao julgamento de Jair Bolsonaro.

Além disso, Trump prometeu mais sistemas de defesa aérea Patriot à Ucrânia, com custos arcados por membros ricos da Otan, conforme acordo selado com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, em Washington. Especula-se se Trump fornecerá armas ofensivas a Kiev, após questionar Zelenski, em ligação no dia 4, sobre a capacidade de atacar Moscou com tais armas. O ucraniano teria respondido positivamente, segundo o *Financial Times*, mas a informação não foi confirmada.

A violência persiste: bombardeios atingiram regiões ucranianas, enquanto Kiev realizou um ataque com drones em Voronej, sul da Rússia, ferindo 16 pessoas, uma em coma. Em Pequim, o chanceler russo Serguei Lavrov discutiu a crise com Xi Jinping, sinalizando esforços para reforçar alianças.

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Perspectivas e desafios para o comércio global

O futuro do projeto de lei americano de tarifas sobre aliados comerciais da Rússia depende das próximas movimentações no Congresso dos EUA e das respostas dos países diretamente atingidos pelas possíveis sanções. O cenário é de incerteza, com governos e setores econômicos já avaliando ajustes para eventuais mudanças na legislação internacional de comércio e buscando alternativas diante da potencial elevação de custos e riscos de desabastecimento. A discussão amplia o debate sobre os limites de políticas de sanção e incentiva o fortalecimento de arranjos multilaterais, em um contexto no qual o Brasil, como mercado emergente, procura espaços de diálogo e negociações que minimizem impactos adversos. Enquanto as atenções se voltam para Washington, cresce a expectativa por decisões diplomáticas que levem em conta a complexidade das relações globais e a necessidade de equilíbrio entre interesses econômicos, segurança energética e estabilidade internacional.

Trump promete mísseis Patriot à Ucrânia; enviado dos EUA inicia conversas em Kiev

Keith Kellogg, enviado de Donald Trump para a Ucrânia, começou negociações em Kiev na segunda-feira (14) sobre segurança e sanções contra a Rússia, após o presidente dos EUA anunciar o envio de mísseis de defesa aérea Patriot ao país. Segundo o site Axios, citando fontes, Trump também planeja fornecer armas ofensivas à Ucrânia, marcando uma mudança em sua postura anterior.

As ações refletem a frustração de Trump com Vladimir Putin, devido à falta de avanços nas tentativas dos EUA de negociar um cessar-fogo na guerra de mais de três anos, na qual a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano e mantém ofensivas no leste. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que se reunirá com Kellogg, busca mais recursos defensivos contra os intensos ataques russos com mísseis e drones.

“Enviaremos Patriots, que eles precisam desesperadamente, porque Putin fala em paz e bombardeia à noite”, disse Trump a jornalistas na Base Conjunta Andrews, no domingo. “Vamos fornecer equipamentos militares sofisticados, e eles nos pagarão 100% por isso, com reembolso da União Europeia”, acrescentou, sem especificar a quantidade de sistemas Patriot.

Trump se reunirá com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, visitará Washington para discutir a Ucrânia. A Alemanha, sob proposta do chanceler Friedrich Merz, ofereceu-se para financiar os Patriots, enquanto países europeus da Otan buscam reforçar suas forças sob pressão dos EUA.

Em 3 de julho, Putin disse a Trump por telefone que deseja um fim negociado, mas sem recuar de seus objetivos, segundo um assessor do Kremlin. Há um ano, Putin aceitava um cessar-fogo com base nas linhas de batalha atuais, mas, no último mês, exigiu que Kiev ceda mais territórios e limite seu Exército.

Objetivos do conflito

Putin justifica a invasão da Ucrânia como uma medida para impedir sua integração à Otan, que ele vê como uma ameaça à Rússia. A Ucrânia e aliados ocidentais classificam isso como pretexto para uma guerra imperialista. Zelensky instruiu comandantes a apresentar a Kellogg dados sobre as capacidades russas e as perspectivas ucranianas.

“Defesa, segurança, armas, sanções e proteção do nosso povo são temas cruciais”, escreveu Andriy Yermak, chefe da administração presidencial ucraniana, no Telegram. A guerra, a maior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, já deixou centenas de milhares de mortos e feridos.

Nos combates mais recentes, drones ucranianos atacaram um centro de treinamento na usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, na noite de domingo, segundo a administração russa da usina. A Ucrânia não se pronunciou sobre o incidente.

(Reportagem adicional de Kevin Lamarque em Washington, Sabine Siebold em Berlim e Lidia Kelly em Varsóvia)

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