Netanyahu afirma avanço de Israel rumo à vitória sobre o Irã
9 min readNetanyahu declara progresso de Israel para derrotar o Irã.
Líder israelense reforça confiança nas Forças Armadas durante ofensiva.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou na segunda-feira que o país está no caminho da vitória sobre o Irã, em meio a operações militares intensas que já duram quatro dias. A declaração foi feita durante visita à Base Aérea de Tel Nof, situada no centro do país, onde Netanyahu discursou ao lado do ministro da Defesa, Israel Katz, e exaltou a atuação das Forças de Defesa de Israel frente aos recentes confrontos. O chefe de governo ressaltou que os militares israelenses têm sido admirados mundialmente, sendo aplaudidos por sua coragem e eficiência na execução dos ataques estratégicos. Segundo Netanyahu, o avanço obtido se deve aos esforços conjuntos dos pilotos e do pessoal de terra, cujo desempenho excepcional foi decisivo para alcançar objetivos estratégicos nas operações em curso. O premiê ressaltou ainda que controlar os céus de Teerã tem sido uma peça fundamental para garantir a segurança dos cidadãos israelenses diante das investidas do regime iraniano, que, segundo ele, visa atacar civis e semear o terror no país. O discurso, amplamente divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, evidencia a determinação do governo israelense em persistir até atingir o desmantelamento das principais ameaças provenientes do Irã.
O atual conflito entre Israel e Irã se intensificou drasticamente desde a última sexta-feira, após Israel lançar ataques surpresa contra alvos considerados estratégicos no território iraniano, incluindo instalações nucleares e centros militares. Em resposta, o Irã disparou centenas de mísseis balísticos em direção a cidades israelenses, gerando uma escalada de violência que resultou em dezenas de mortes em ambos os países. Entre os alvos atingidos pelos israelenses estão complexos nucleares como Natanz, Isfahan e Fordow, além de depósitos de armamentos e centros de comando da Guarda Revolucionária Iraniana. O saldo do confronto, até o momento, contabiliza 24 mortos em Israel, enquanto autoridades iranianas informam a morte de 224 pessoas, em sua maioria civis, incluindo também altos comandantes militares e cientistas nucleares. O governo de Israel mantém o alerta máximo e, inclusive, solicitou aos moradores de Teerã, especialmente da região do Distrito C, que abandonem suas residências imediatamente diante da possibilidade de novos ataques durante as próximas horas. Esta postura evidencia o grau de tensão que envolve as principais cidades do Irã e a grave preocupação com a segurança da população civil na região.
No âmbito estratégico, Netanyahu afirmou que as operações visam neutralizar duas ameaças centrais: o programa nuclear do Irã e a capacidade de produção de mísseis balísticos. Segundo o primeiro-ministro, essas iniciativas não apenas garantem a proteção de Israel, mas também buscam modificar o equilíbrio de forças no Oriente Médio. Ele destacou que o país está empenhado em eliminar, um a um, os principais líderes militares iranianos e seus aliados, enfraquecendo a estrutura de comando e dificultando reações coordenadas do regime iraniano. O premiê reiterou que controlar o espaço aéreo de Teerã representa uma conquista inédita, tornando possível atingir alvos estratégicos e limitar a capacidade de resposta do Irã. Paralelamente, fontes diplomáticas apontam que o conflito gera preocupação entre outros países do Oriente Médio, que têm buscado intermediar um cessar-fogo junto aos Estados Unidos, visando evitar um conflito regional de proporções ainda maiores. Apesar dos apelos internacionais por trégua, Netanyahu reforçou a disposição de Israel em continuar as operações até a eliminação total das ameaças, sustentando que a segurança nacional está acima de qualquer negociação.
Análise e expectativas sobre a ofensiva de Israel contra o Irã
Ao concluir sua declaração, Netanyahu demonstrou otimismo quanto ao êxito da campanha militar, ressaltando que a união das Forças Armadas e o apoio irrestrito da população são decisivos para alcançar a vitória. Para o governo israelense, controlar os céus de Teerã é sinônimo de proximidade dos objetivos estratégicos e de fortalecimento da posição do país perante a comunidade internacional. Autoridades israelenses sustentam que a continuidade das operações militares será mantida até que o programa nuclear e a capacidade bélica iraniana estejam completamente desmantelados, minimizando riscos imediatos à população israelense. No entanto, especialistas em relações internacionais apontam para a possibilidade de o conflito desencadear ondas de instabilidade no Oriente Médio, afetando alianças regionais e levando a possíveis intervenções externas. O futuro do confronto dependerá do desdobramento das próximas ofensivas e da resposta do Irã, que deverá considerar pressões diplomáticas e internas diante da escalada dos ataques. Enquanto isso, a população nas cidades diretamente afetadas vive sob alerta máximo, acompanhando com apreensão o desenrolar dos eventos e aguardando uma definição para a crise sem precedentes na região.
Trump mantém o mundo em suspense: EUA entrarão em guerra com o Irã?
A declaração vem em meio a tensões crescentes no Oriente Médio, após Israel realizar, em 12 de junho, um ataque preventivo contra instalações nucleares iranianas, intensificando o conflito com seu rival histórico e alarmando a comunidade internacional.
Nesta quarta-feira (18/6), o presidente Donald Trump respondeu de forma ambígua a jornalistas sobre um possível envolvimento militar dos EUA contra o Irã, dizendo apenas “pode ser que sim, pode ser que não”. A fala ocorre em um momento crítico: o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou que o país está preparado para resistir a qualquer ofensiva, prometendo “consequências irreparáveis” caso os EUA ataquem. Israel, por sua vez, prossegue com ataques aéreos a alvos iranianos, incluindo instalações nucleares e de mísseis.
O conflito, que já dura seis dias, começou com a ofensiva israelense para frear o programa nuclear do Irã. Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel, e a escalada se agravou com um recente ataque israelense envolvendo mais de 50 caças. Na madrugada, o Irã disparou cerca de 10 mísseis balísticos contra Israel, quase todos interceptados, mas a ameaça de guerra persiste.
Apesar dos apelos de Israel por uma coalizão e da pressão global, Trump mantém postura evasiva, sugerindo que o Irã “quer negociar” e enfrenta “problemas”, sem revelar planos ou compromissos com Israel. Ele também afirmou que a vida do líder iraniano “não está em risco”, indicando que, por enquanto, a retórica prevalece sobre ações concretas.
Resta a dúvida: os EUA se envolverão diretamente no conflito ou permanecerão à margem, enquanto o mundo aguarda ansioso?
Irã alerta para “guerra total” caso EUA apoiem Israel em conflito
No quinto dia de bombardeios israelenses, um êxodo em massa de Teerã para a província de Mazandaran causa engarrafamentos gigantescos, com viagens que costumam levar três horas agora durando até 14. “Todos deixaram Teerã; bombardearam minha rua ontem”, relatou uma evacuada à CNN. Filas se formam em padarias e postos de gasolina, e o governador de Mazandaran anunciou que as padarias funcionarão 24 horas, com capacidade para receber 10 milhões de refugiados.
Na segunda-feira (16), o Irã lançou nova onda de mísseis contra Israel, matando ao menos oito civis e acionando sirenes em todo o país, elevando o total de mortos israelenses para 24 desde o início dos confrontos na sexta-feira. Israel acusa Teerã de atacar civis intencionalmente, enquanto um porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou: “Nós miramos alvos militares que ameaçam nosso Estado; eles atacam centros populacionais.” No domingo, os dois países continuaram trocando mísseis, ignorando apelos globais por trégua, em um conflito que já dura dias. As negociações nucleares em Omã entre EUA e Irã foram canceladas, enquanto o Irã relata que Israel atingiu refinarias de petróleo, matou o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária e causou 224 mortes desde sexta-feira.
Na sexta-feira, Israel iniciou a operação “Leão Ascendente”, mobilizando 200 aeronaves para atacar cem alvos estratégicos no Irã, incluindo o complexo nuclear de Natanz e líderes da Guarda Revolucionária, como o Chefe do Estado-Maior Mohammed Bagheri, o comandante Hossein Salami e dois cientistas nucleares, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi. A TV estatal iraniana reportou cerca de 50 civis mortos, incluindo mulheres e crianças, com fumaça preta subindo das instalações nucleares atingidas. O Irã fechou seu espaço aéreo, suspendeu voos no Aeroporto Imam Khomeini e ativou defesas aéreas em “100% de capacidade”, prometendo “resposta forte” e responsabilizando os EUA por qualquer escalada. Em retaliação, lançou mais de cem drones contra Israel.
A crise elevou os preços do petróleo em mais de 12%, gerando temores de interrupções no fornecimento global de energia. Analistas alertam para o risco de uma guerra regional, com aliados iranianos como Hezbollah e Houthis mantendo força militar significativa. Os EUA reduziram seu pessoal diplomático no Oriente Médio, enquanto o premiê israelense Benjamin Netanyahu celebrou o sucesso da “primeira fase” dos ataques, indicando que a operação continuará por “quantos dias forem necessários”. Israel decretou estado de emergência, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “máxima contenção” às partes.
Líder do Irã descarta ultimato dos EUA e alerta para “dano irreparável”
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, rejeitou a exigência de rendição incondicional feita por Donald Trump, presidente dos EUA, em meio aos ataques israelenses iniciados na sexta-feira (13). Em pronunciamento televisionado na quarta-feira (18), lido inicialmente por um apresentador, Khamenei declarou que uma intervenção americana no conflito causaria “dano irreparável”. “Pessoas inteligentes que conhecem o Irã e sua história nunca usarão ameaças, pois nossa nação não se renderá”, afirmou, segundo a transmissão, que depois exibiu sua imagem, aparentemente gravada.
Questionado por jornalistas, Trump desejou “boa sorte” a Khamenei, evitando confirmar ou negar um ataque ao Irã. Ele mencionou contatos de Teerã, mas disse que “é tarde para conversar”, destacando a diferença em relação à semana anterior, quando negociações sobre o programa nuclear iraniano estavam agendadas para domingo (15). “Ninguém sabe o que farei”, desconversou. Mais tarde, antes de uma reunião, sugeriu que o Irã ainda poderia buscar diálogo, mas que ele não decidiu sua estratégia. Na terça (17), Trump chamou Khamenei de “alvo fácil”, dizendo que os EUA sabiam seu paradeiro, mas que, “por enquanto”, não o matariam.
A tensão em Teerã cresce com a incerteza sobre as ações de Washington. Embora Israel e Irã tenham trocado ataques diretos no último ano, com os EUA buscando desescalar, o governo de Benjamin Netanyahu, diante do fracasso das negociações nucleares com Teerã, optou por agir sozinho, atacando o programa nuclear iraniano, defesas e lideranças militares, com Khamenei como alvo prioritário, segundo o premiê e, indiretamente, Trump. A ação pode ser apenas pressão americana, apoiando Israel, mas o deslocamento de forças dos EUA para o Oriente Médio alimenta temores de uma guerra regional.
A Rússia, aliada do Irã, criticou os EUA. O vice-chanceler Serguei Riabkov alertou que ações americanas desestabilizariam o Oriente Médio, destacando riscos de grupos locais e terrorismo global. Apesar do pacto estratégico com Teerã, que não inclui apoio militar direto, Moscou se ofereceu para mediar, propondo armazenar urânio enriquecido iraniano. Vladimir Putin, em conversa com o presidente dos Emirados Árabes, Mohammed bin Zayed al-Nahyan, defendeu uma solução negociada.
Na Turquia, adversária tanto de Teerã quanto de Tel Aviv, o presidente Recep Tayyip Erdogan afirmou que o Irã tem direito à autodefesa, mas sua declaração visa sua base conservadora islâmica, sem intenções de ação, já que é aliado dos EUA na Otan.
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