março 7, 2026

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Tarifas dos EUA contra China derrubam criptomoedas e mercado liquida US$ 19 bi

6 min read

Tarifas americanas provocam queda histórica no mercado de criptomoedas.

Cascata de liquidação atinge US$ 19 bilhões após imposições dos EUA.

O mercado global de criptomoedas enfrentou uma das mais severas ondas de liquidação de sua história após o anúncio, ainda na sexta-feira, de tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos contra produtos da China. A decisão do presidente Donald Trump de estabelecer uma taxa de 100% sobre as importações chinesas repercutiu de imediato nas bolsas e no universo financeiro digital, levando a perdas abruptas e generalizadas. Em menos de 24 horas, aproximadamente US$ 19,3 bilhões em posições foram liquidados de maneira súbita, afetando investidores institucionais e individuais ao redor do mundo. O maior volume tanto em valores quanto em dimensão foi registrado no Bitcoin, que chegou a registrar perdas superiores a 20% em um único pregão, seguido por outras criptomoedas de grande capitalização, como Ethereum, Solana, Dogecoin, Cardano e XRP. Enquanto a liquidez evaporava rapidamente, corretoras enfrentaram instabilidades e relatos de travamentos, ampliando o nervosismo entre participantes do mercado. Internamente, com a volatilidade elevada e a fuga para ativos considerados mais seguros, o evento se consolida como o maior incidente de liquidação já presenciado pelo universo cripto, superando inclusive momentos críticos da pandemia e outras crises recentes.

O contexto que culminou nesse cenário teve início com os crescentes atritos entre Washington e Pequim nos setores de tecnologia, exportações e controle de minerais estratégicos, o que se agravou com a retórica mais incisiva do governo americano. A iminência de novas sanções comerciais e a tensão diplomática resultaram em reflexos imediatos sobre ativos de risco, sendo as criptomoedas o principal termômetro dessa aversão. O recorde de liquidações envolveu principalmente apostadores de posições longas, ou seja, aqueles que esperavam a continuidade do ciclo de alta dos principais criptoativos. Dados da CoinGlass mostram que cerca de US$ 16,8 bilhões estavam direcionados para movimentações otimistas, evidenciando o efeito dominó após a reversão brusca. Exchanges como Binance e Bybit sofreram picos inéditos de acesso e tiveram problemas para precificar ordens de negociação, o que motivou discussões sobre transparência e mecanismos de proteção aos investidores prejudicados pelas oscilações extremas. Reguladores internacionais e representantes do mercado já discutem formas de monitoramento e resposta para episódios similares no futuro.

Desdobramentos e questionamentos impactam investidores e plataformas

Ao longo do dia, as consequências das tarifas foram sentidas não apenas nos preços dos tokens, mas também na estabilidade e confiança das plataformas. Corretoras de grande porte chegaram a paralisar suas operações momentaneamente em função do aumento explosivo nas ordens de stop-loss, liquidações automáticas e resgates de stablecoins. O episódio trouxe ainda críticas sobre a necessidade de protocolos mais robustos de gestão de risco e transparência para usuários de derivativos. Um exemplo emblemático foi a rápida desvalorização da stablecoin USDe, da Ethena, que chegou a perder sua paridade em algumas exchanges, caindo até 65 centavos na Binance antes de se recuperar, enquanto sua funcionalidade de resgate permaneceu operacional. Especialistas do setor defendem que a volatilidade acentuada dessas plataformas, aliada à ausência de regulação efetiva em muitas jurisdições, amplia os riscos e as incertezas enfrentadas por investidores. Por outro lado, a rápida resposta do mercado na busca por ativos considerados porto seguro, como títulos do Tesouro americano ou ouro, reforça a dinâmica de integração dos criptoativos ao sistema financeiro tradicional. A pressão sobre as plataformas para aprimorar seus modelos de fiscalização e garantir justiça nas liquidações cresce à medida que o volume negociado globalmente bate recordes mensais.

Observadores do setor acreditam que os próximos dias serão determinantes para avaliar se o trauma desse movimento trará consequências regulatórias imediatas e estruturais para o universo cripto. Em meio a incertezas, aumentam as demandas por investigações sobre possíveis falhas operacionais e manipulação de preços em grandes corretoras, num ambiente em que bilhões de dólares evaporaram em poucas horas. O histórico de volatilidade, agravado por fatores geopolíticos e decisões políticas externas ao universo digital, recoloca no centro do debate a capacidade dos mercados cripto de absorver choques sem desestabilizar o ecossistema por completo. A despeito da rápida recuperação parcial de algumas moedas, será preciso tempo e transparência para restabelecer a confiança dos investidores e a plena normalidade nas plataformas, que agora repensam suas ferramentas de proteção para evitar novas ondas catastróficas de liquidação.

Mercado busca reequilíbrio após abalo recorde

O mercado global de criptomoedas encerra uma das semanas mais turbulentas de sua história, com expectativas voláteis para os próximos dias e incertezas sobre possíveis novas rodadas de tarifas no âmbito da disputa entre as maiores potências econômicas do mundo. As discussões públicas entre representantes das corretoras e autoridades internacionais intensificam as cobranças por maior monitoramento, fiscalização e regulação do universo cripto, visando restringir impactos sistêmicos e garantir justiça nas negociações em grandes eventos de volatilidade. Apesar do choque inicial e da evasão recorde de capital dos ativos digitais, observa-se uma resiliência parcial dos principais projetos, com sinais de estabilização em alguns tokens e propostas de compensação para usuários prejudicados. Resta saber se essa liquidação histórica mudará de forma definitiva as práticas do mercado, impulsionando avanços regulatórios e maior maturidade nas relações entre projetos, exchanges, investidores e órgãos fiscalizadores. Enquanto novas movimentações geopolíticas se desenham no horizonte, a palavra de ordem entre participantes segue sendo cautela e adaptação, com a liquidação bilionária servindo de alerta para todos os agentes envolvidos neste complexo ecossistema financeiro.

Criptomoedas despencam e Bitcoin cai para US$ 110 mil com tensões entre China e EUA

O mercado de criptomoedas voltou a registrar perdas nesta terça-feira (14), com o Bitcoin (BTC) recuando 3,4% em 24 horas, cotado a US$ 110.579, segundo a CoinGecko. O Ethereum (ETH) caiu 4,3%, negociado a US$ 3.933, enquanto a BNB teve queda mais expressiva, de 10,5%, a US$ 1.149. Outras criptomoedas relevantes também recuaram: XRP (-5,9%), Cardano (ADA) (-5,6%) e Dogecoin (DOGE) (-4,9%), com Solana (SOL) registrando leve baixa de 0,4%, a US$ 192,99. O valor total do mercado cripto atingiu US$ 3,86 trilhões, abaixo dos US$ 4 trilhões de domingo (12), quando o discurso conciliador do presidente americano Donald Trump trouxe alívio temporário aos investidores.

A queda acompanha o aumento da aversão a risco global, desencadeada por novas sanções da China contra cinco subsidiárias americanas da sul-coreana Hanwha Ocean, em resposta às ameaças tarifárias dos EUA. Segundo o Ministério do Comércio chinês, essas empresas “apoiaram atividades investigativas dos EUA que ameaçam a soberania e os interesses chineses”. A escalada nas tensões comerciais entre as duas potências derrubou bolsas, fortaleceu o dólar e levou investidores a ativos mais seguros.

Dados da Coinglass apontam US$ 627 milhões em liquidações em 24 horas, sendo 70% em posições compradas, com o Ethereum liderando as perdas (US$ 185 milhões). Após uma queda de 17% na sexta-feira, o Bitcoin havia se recuperado, mas agora testa um suporte entre US$ 111.800 e US$ 106.800, segundo a trader Ana de Mattos. Esse intervalo é considerado uma faixa onde a demanda compradora pode evitar quedas maiores.

Reação nos mercados globais
As tensões impactaram os mercados financeiros, com os futuros do S&P 500 caindo 0,9% e do Nasdaq, 1,1%. No Brasil, o Ibovespa recuava 0,29%, a 141.371 pontos, e o dólar subia 0,77%, a R$ 5,50. Os juros futuros (DIs) também avançavam, refletindo maior percepção de risco e a expectativa pela audiência do ministro Fernando Haddad no Senado. Globalmente, o rendimento do Treasury de 10 anos alcançou 4,026%, com investidores buscando ativos de menor risco.

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