SBT provoca Globo e cita Odete Roitman ao anunciar estreia de The Voice Brasil
7 min readSBT provoca Globo em estratégia ousada ao anunciar The Voice Brasil e evoca memória de Odete Roitman como parte de jogada de audiência.
Estratégia de estreia leva SBT a citar história da TV aberta e desafiar liderança da Globo com reality musical.
O SBT surpreendeu o mercado televisivo em 6 de outubro de 2025 ao estrear a 13ª temporada de “The Voice Brasil”, agora sob seu comando, com uma estratégia de marketing que beira o confronto aberto com a TV Globo e resgata um dos capítulos mais memoráveis da teledramaturgia brasileira: a morte de Odete Roitman, personagem icônica de “Vale Tudo”, novela que deixou marcas profundas na memória dos espectadores. A aposta do SBT foi a de que, assim como Silvio Santos apostou em estratégias ousadas há 31 anos para turbinar audiência, o canal faria história ao recuperar um dos maiores sucessos formativos dos realities musicais e usar episódios marcantes do passado da TV para atrair a atenção do público. “The Voice Brasil” desembarcou no SBT com horário nobre disputado, exibição simultânea no Disney+, apresentação de Tiago Leifert, nova formação de técnicos – Mumuzinho, Matheus & Kauan, Duda Beat e Péricles – e Gaby Cabrini nos bastidores. Mas a verdadeira novidade foi o tom de provocação: além do reality, o SBT usou nas peças de divulgação a frase “quem matou Odete Roitman?”, aludindo ao mistério que mobilizou milhões de brasileiros nos anos 80, em clara referência ao método de Silvio Santos de criar expectativa e fidelizar audiência, mas também, em tom de brincadeira, questionando se a Globo ainda seria capaz de criar fenômenos culturais como antigamente.
Cenário renovado e elogios nas redes sociais não bastam para mudar o jogo da audiência
A estreia do “The Voice Brasil” no SBT não passou despercebida nas redes sociais, onde o retorno do reality musical foi celebrado com elogios ao cenário renovado, ao entrosamento dos jurados e, em especial, à escolha de Péricles como técnico, figura popular e reconhecida pelo público. A produção caprichada, comandada novamente por Boninho, um dos grandes nomes da história dos realities nacionais, chamou a atenção pela qualidade técnica e pela execução impecável, com muitos espectadores comentando que o SBT não ficou devendo em nada às edições anteriores exibidas pela Globo. Nas plataformas digitais, a reação foi de surpresa positiva: alguns perfis destacaram que, em dez anos do programa na concorrente, nunca houve a ideia de colocar Péricles como jurado, elogiando o acerto do SBT. Outros destacaram a importância do retorno de Tiago Leifert à TV, nome associado a grandes momentos do entretenimento brasileiro. No entanto, o sucesso de repercussão digital não se traduziu em números de audiência: segundo dados prévios, o reality estreou com média de 3,75 pontos na Grande São Paulo, desempenho inferior ao esperado e até três vezes menor do que a final do “Estrela da Casa”, exibida pela Globo, que alcançou impressionantes 11,89 pontos. O Ibope mostrou que, apesar do esforço de produção, das provocações e do resgate de memórias televisivas, o SBT não conseguiu superar suas concorrentes diretas no horário nobre.
Desafio de superar tradição e conquistar espaço contra líderes consolidados
O cenário da TV aberta brasileira segue dominado por dinâmicas de audiência difíceis de serem quebradas, mesmo com estratégias audaciosas e o resgate de formatos consagrados internacionalmente, como o “The Voice”. O SBT investiu pesado para trazer o reality de volta ao país, apostando em mudanças estéticas, novo elenco de técnicos e em provocar a Globo, referência histórica em entretenimento, citando inclusive um dos maiores mistérios da dramaturgia brasileira. No entanto, o desempenho do programa mostra que a disputa pelo público vai além de marketing digital e elogios nas redes sociais: a Globo segue como líder absoluta, com números altos inclusive para atrações como “Estrela da Casa”, que, apesar de polêmicas, mantém grande engajamento popular. O próprio programa do Ratinho, que ocupava o mesmo horário nas semanas anteriores, fechou com médias superiores ao debut do “The Voice Brasil” no SBT, indicando que o desafio é ainda maior do que apenas modernizar a grade ou provocar o concorrente. O caso destaca o peso da tradição, da construção de vínculos audiovisuais ao longo de décadas e da dificuldade em repaginar a relação entre emissora e telespectador apenas com mudanças pontuais ou apelos emocionais a marcos culturais do passado.
Conclusão em tempo real da batalha de audiências e expectativas para o futuro dos realities no país
A estreia do “The Voice Brasil” no SBT, com todas as suas estratégias de provocação, resgate de memórias e investimento em qualidade, mostrou que o mercado televisivo brasileiro ainda é muito dependente de dinâmicas antigas, de preferências consolidadas e de uma teimosia do espectador em seguir líderes de audiência tradicionais. Apesar do sucesso de repercussão nas redes e do elogio unânime à produção, o Ibope trouxe um recado claro: para conquistar espaço no coração do público, não basta caprichar na edição, trazer novidades ou provocar a concorrência. É preciso ir além, apostando em formatos realmente inovadores, em conexão com o zeitgeist cultural do momento e em campanhas que dialoguem diretamente com as expectativas e desejos dos novos e antigos telespectadores. O SBT dá sinais de que pretende manter o reality musical em sua grade, apostando no potencial de crescimento, em conteúdos exclusivos para o Disney+ e em parcerias com grandes nomes do entretenimento nacional. O futuro dirá se a estratégia de resgatar marcos da história da TV, como o mistério de Odete Roitman, será suficiente para reconfigurar o mapa da audiência ou se, no final do dia, o público brasileiro continuará a girar sua cadeira apenas para quem domina a cena há décadas. Enquanto isso, a guerra entre as emissoras promete seguir acirrada, com cada detalhe, cada frase e cada meme sendo usado como arma nessa disputa sem trégua pela atenção do espectador brasileiro.
Público compartilha opinião franca sobre a estreia do The Voice Brasil no SBT: “Só escolheram candidatos de alto nível”
O The Voice Brasil estreou no SBT na noite de 6 de outubro, apresentado por Tiago Leifert, com direção de Boninho e coapresentação de Gaby Cabrini. O reality musical gerou grande repercussão nas redes sociais.
No ‘X’ (ex-Twitter), o público comentou sobre o cenário, a apresentação de Leifert, a qualidade dos candidatos, os jurados e mais. “Cenário incrível, não deve nada à Globo, impecável, calando quem falou em cenário de papelão!”, disse um usuário. “Que saudade do The Voice, muito melhor que Estrela da Casa”, opinou outro. “Estranho ver o #TheVoiceBrasil em outra emissora”, notou um terceiro. “O nível vocal dos candidatos está altíssimo, to amando!”, elogiou um quarto.
“Não esperava tanto da Duda Beat, ela está arrasando como jurada”, afirmou um quinto. “Boninho sabe que a primeira temporada precisa ser top, só escolheu candidatos fortes”, escreveu um sexto. “Péricles é o destaque, muito diferenciado”, destacou um sétimo. “O SBT deveria fazer o The Voice Brasil Kids aos domingos, no horário da Eliana, combina com a emissora”, sugeriu um oitavo. “Tiago Leifert comanda o The Voice como ninguém”, elogiou um nono. “Os participantes deste ano parecem ter currículos bem fortes”, observou um décimo.
O The Voice Brasil, uma parceria entre SBT e Disney+, vai ao ar às segundas-feiras, às 22h30, após o Programa do Ratinho.
Boninho revela spoiler sobre o novo ‘The Voice Brasil’ no SBT: ‘Público se emociona assistindo’
O “The Voice Brasil” passa a integrar a grade do SBT, e Boninho revelou um spoiler sobre a nova temporada do programa musical, antes exibido pela Globo. O diretor, famoso por projetos como o “Big Brother Brasil”, alertou o público para “preparar os lenços”, prometendo apresentações extremamente emocionantes.
“Esperem muita emoção, músicas que tocam o coração, participantes e histórias incríveis. Vai ser demais”, declarou em entrevista à Caras. “Aproveitem, será incrível. Tenham uma caixinha de lenços à mão, porque a gente chora assistindo”, acrescentou.
Em um post anterior no X, Boninho celebrou o retorno de Leifert ao programa. “Ter o Titi de volta no The Voice Brasil é muito emocionante e tem um significado especial. É sobre fechar um ciclo que foi interrompido na última edição, que ele não pôde concluir. Agora, podemos comemorar muito! Meu querido Titi, amigo e parceiro, que alegria estarmos juntos novamente! É lindo ver seu olho brilhar e seu sorriso”, escreveu o diretor.
Mais notícias sobre cultura e entretenimento
Para acompanhar as novidades do universo televisivo, acesse a seção de cultura do Portal Londres.
