março 7, 2026

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EUA aprovam taxa extra para visto de estrangeiros

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Estados Unidos encarecem visto para estrangeiros com nova taxa.

Nova cobrança altera valor total do visto americano.

O custo para estrangeiros que desejam viajar aos Estados Unidos sofrerá um aumento expressivo após a aprovação de uma taxa extra de US$ 250, aproximadamente R$ 1,4 mil na cotação atual, sancionada pelo Congresso americano em julho de 2025. A medida, parte de um amplo pacote fiscal implementado durante a gestão do presidente Donald Trump, afetará diretamente turistas, estudantes, trabalhadores temporários e outros solicitantes de vistos de não imigrante. Com a entrada em vigor prevista para o próximo ano fiscal americano, que começa em 1º de outubro de 2025, a chamada “Visa Integrity Fee” será adicionada à taxa consular tradicional de US$ 185 e a outros custos, elevando o valor total para cerca de R$ 2,5 mil e tornando o processo significativamente mais oneroso para quem busca o documento. O objetivo declarado da nova taxa é fortalecer os mecanismos de controle migratório e coibir fraudes, obrigando a maioria dos estrangeiros a desembolsar um valor consideravelmente maior para ingressar legalmente no território norte-americano, inclusive brasileiros interessados em turismo, intercâmbio, estudos ou trabalho temporário.

A decisão dos legisladores norte-americanos de instituir a “Visa Integrity Fee” insere-se em um contexto de medidas mais restritivas no âmbito da política migratória dos EUA, com destaque para o endurecimento global das condições de entrada de estrangeiros. Atualmente, para solicitar um visto de turismo, por exemplo, já é necessário pagar US$ 185 (cerca de R$ 1.029), fora outras possíveis taxas administrativas. A nova cobrança de US$ 250 será efetuada somente após a aprovação do visto e se somará à taxa já existente e ao valor do formulário I-94, gerando um impacto financeiro maior para quem busca autorização de entrada no país. Segundo o texto legal sancionado, não haverá isenção ou desconto para nenhuma categoria de solicitante, independentemente de fatores como origem ou motivo de viagem, e reajustes anuais poderão ser realizados segundo a inflação. A medida foi incluída no chamado “One Big Beautiful Bill”, megapacote fiscal que visa, segundo defensores, modernizar instrumentos de fiscalização migratória e responder a pressões econômicas e políticas sobre o sistema de imigração dos Estados Unidos.

A implementação da nova taxa tem gerado críticas e preocupações em diversos setores, principalmente entre candidatos ao visto de países em desenvolvimento, como o Brasil, para os quais o aumento representa uma barreira adicional. Analistas apontam que a política pode reduzir o fluxo de turistas, intercambistas e profissionais, impactando setores como turismo, educação e negócios americanos que historicamente se beneficiam dessa movimentação internacional. Além disso, dúvidas permanecem quanto a detalhes operacionais do reembolso da taxa em situações específicas, como não utilização do visto no prazo ou cumprimento das regras de permanência, informações ainda pendentes de divulgação oficial. A cobrança, no entanto, só ocorrerá após a aprovação do visto, diferentemente da taxa consular tradicional, que é obrigatória no momento da solicitação. O anúncio ocorre em meio a um cenário global de revisões em políticas migratórias, refletindo debates internos sobre segurança nacional, controle de fronteiras e pressões econômicas, ao mesmo tempo em que amplia as exigências e os custos para estrangeiros interessados em ingressar nos EUA.

Perspectivas futuras para obtenção do visto americanoTurismo nos EUA em queda: políticas de Trump podem custar bilhões ao país

A tendência de maior rigor e custos crescentes na política de concessão de vistos dos Estados Unidos deve persistir nos próximos anos, conforme apontam especialistas e as mais recentes movimentações legislativas. Com a taxa extra impactando não só turistas e estudantes, mas também profissionais, diplomatas, jornalistas e participantes de intercâmbio, é provável que o número de solicitações sofra uma diminuição temporária, especialmente em países onde o poder de compra é menor. O governo americano, por sua vez, defende que a “Visa Integrity Fee” é fundamental para reforçar a integridade e a credibilidade do sistema de vistos, além de garantir recursos para aprimorar processos de segurança e fiscalização. Para os candidatos ao visto brasileiro, recomenda-se atenção constante aos canais oficiais da Embaixada e Consulados dos EUA, que trarão informações detalhadas sobre a operacionalização da cobrança, prazos e possibilidade de reembolso sob certas condições. Diante desse novo cenário, planejar a obtenção do visto com antecedência e preparar-se para um custo total mais elevado serão estratégias essenciais para quem deseja visitar, estudar ou trabalhar nos Estados Unidos após o início da vigência das novas regras.

Turismo nos EUA em queda: políticas de Trump podem custar bilhões ao país

As políticas de Donald Trump estão ameaçando o setor de turismo dos Estados Unidos, que enfrenta uma queda significativa em 2025, conforme aponta um estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). O órgão prevê uma perda de US$ 12,5 bilhões em gastos de visitantes internacionais neste ano, com impactos totais que podem alcançar US$ 29 bilhões (valores em escala americana).

O WTTC estima que os gastos de turistas internacionais nos EUA cairão para US$ 169 bilhões em 2025, contra US$ 184 bilhões em 2024, uma redução de 22,5% em relação ao pico de US$ 217 bilhões em 2019. Essa queda afetará desde comunidades locais até a economia nacional, já que o turismo gerou 20 milhões de empregos diretos e US$ 585 bilhões em receita tributária em 2024, equivalente a 7% da arrecadação do governo americano.

Entre 184 países analisados pelo WTTC em parceria com a Oxford Economics, os EUA são o único com projeção de declínio no número de visitantes internacionais em 2025. A principal causa apontada é a redução de turistas canadenses, o maior grupo de visitantes estrangeiros, que geraram US$ 20,5 bilhões e 140 mil empregos em 2024. Reservas para o verão caíram mais de 20%, refletindo um movimento de boicote impulsionado por tensões diplomáticas com o Canadá. A campanha “Compre do Canadá” e o sentimento antiamericano cresceram após tarifas e críticas de Trump à soberania canadense. Pesquisas de maio de 2025 do Instituto Angus Reid e da Leger Research indicam que 76% dos canadenses estão boicotando produtos americanos, 61% cancelaram ou adiaram viagens aos EUA, e 54% não se sentem mais bem-vindos no país.

Além disso, outros mercados importantes também registram quedas: as chegadas de turistas do Reino Unido caíram 15%, da Alemanha 28%, e da Coreia do Sul 15%. Países como Espanha, Colômbia, Irlanda, Equador e República Dominicana apresentaram reduções de 24% a 33%. “Enquanto outros países recebem turistas de braços abertos, os EUA exibem uma placa de ‘fechado’”, alertou Julia Simpson, presidente do WTTC. Ela destacou que, sem medidas urgentes para recuperar a confiança dos viajantes, o setor pode levar anos para voltar aos níveis pré-pandemia.

O cenário preocupa, já que a perda de apenas 10% dos visitantes canadenses seria devastadora. Com múltiplos mercados em declínio, o turismo americano enfrenta desafios significativos, e as políticas de Trump podem agravar ainda mais a crise econômica no setor.

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