março 7, 2026

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Pesquisa choca: maioria dos brasileiros luta para comprar picanha em 2025

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Brasileiro encontra obstáculos para consumir picanha em tempos de alta.

Estudo revela preocupação sobre acesso à picanha no país.

Uma pesquisa recente apontou que 67,1% dos brasileiros não acreditam que a atual economia permitirá comprar picanha com facilidade neste ano, revelando como a alta do preço da carne afeta significativamente o consumo do tradicional corte bovino. O levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas , evidencia que, mesmo com pequenas oscilações nos valores em 2025, o custo da picanha permanece elevado e segue como obstáculo para a mesa das famílias em todas as regiões do Brasil. Em novembro de 2024, o valor médio do quilo da picanha se manteve em torno de R$77,44, um aumento considerável sobre os R$67,67 do mesmo período do ano anterior. Dessa forma, muitos consumidores relatam que, mesmo com a tradição do churrasco nos finais de semana, têm enfrentado dificuldades financeiras para manter o hábito devido à pressão nos preços das carnes nobres. Para boa parte dos entrevistados, o cenário econômico, marcado por altas recorrentes da inflação de alimentos, contribui para restringir o acesso a produtos considerados símbolo de celebração e lazer.

A pesquisa entrevistou 2.020 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal, entre 18 e 22 de junho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Segundo o levantamento, 26,3% dos entrevistados acreditam que a economia permitirá maior facilidade para a maioria da população comprar picanha e cerveja no período analisado, enquanto 6,6% não souberam ou não opinaram.

O contexto recente da economia brasileira impacta diretamente o consumo de carne bovina, especialmente cortes como a picanha, que se tornou quase um termômetro da capacidade de compra das famílias. Entre 2014 e 2024, o valor do quilo da picanha acumulou um aumento nominal de R$39, tornando o produto cada vez mais distante do poder de compra médio da população. Esta elevação é observada mesmo em um cenário de variações do mercado, que por vezes apresenta reduções pontuais em determinados cortes, mas mantém a tendência de alta a longo prazo. Em 2025, embora alguns índices apontem queda nos preços de outros tipos de carne bovina, a picanha carrega o histórico recente de valorização expressiva, interrompendo apenas nos últimos meses uma sequência de meses de reajustes ascendentes. O fenômeno, segundo economistas, decorre de fatores como custos de produção, exportações aquecidas e fatores climáticos que comprimem a oferta, além de custos logísticos e a valorização do dólar frente ao real, que influenciam diretamente o preço repassado ao consumidor final.

O efeito dessa conjuntura é sentido fortemente por parte significativa da população, que vê a picanha como um símbolo social e gastronômico tradicional, especialmente em datas comemorativas ou reuniões familiares. Os impactos dessa escalada nos preços geram reflexos no setor varejista, que se adapta à redução de vendas do corte nobre, bem como na cadeia produtiva de carnes, pressionada a buscar alternativas para manter o consumo aquecido. Estudos do setor apontam que o valor gasto por grupos que adquirirem picanha para celebrações já supera R$387,20 para 5 kg em 2025, quando no ano anterior esse gasto estava em torno de R$338,35, uma diferença de quase R$49 em apenas doze meses. Especialistas alertam ainda que, caso a tendência se mantenha, o consumo per capita de picanha pode atingir níveis ainda menores nos próximos anos, afetando sobretudo as classes médias e baixas. A busca por opções mais acessíveis, como cortes alternativos e carnes suínas ou de frango, tem se intensificado, enquanto a picanha se consolida como artigo de luxo em boa parte dos lares.

Pessimismo sobre o futuro

O pessimismo varia entre grupos, conforme a pesquisa. Entre mulheres, 63,1% não acreditam em melhorias até o fim do governo, enquanto entre homens, o índice é de 71,5%.

Por faixa etária, o pessimismo é menor entre brasileiros acima de 60 anos, com 53,8% desacreditando em melhoras e 37,9% mantendo esperança. Já entre jovens de 25 a 34 anos, a descrença é maior, com 75,5% não esperando avanços até o fim do governo Lula.

Regionalmente, o Nordeste é menos pessimista, com 59,9% desacreditando em melhorias econômicas, contra 74,6% no Sul.

Desafios e perspectivas para o consumo de carne no Brasil

Diante desse cenário, a expectativa para a evolução dos preços da picanha no varejo brasileiro é de relativa estabilidade, com tendência de manutenção em patamares elevados caso não haja mudanças estruturais no mercado de carnes. Apesar de registros recentes de redução pontual nos preços de alguns cortes, o histórico de aumentos sequenciais influencia diretamente o comportamento do consumidor, que passa a ponderar mais a frequência e o volume de compra do corte nobre. Segundo analistas do setor, só uma combinação de maior oferta, redução de custos logísticos e recuperação do poder de compra das famílias pode trazer a picanha de volta ao cardápio regular dos brasileiros. Enquanto isso, a carne bovina, especialmente a picanha, continua figurando nos noticiários econômicos como um dos principais desafios enfrentados pela população no atual contexto de inflação de alimentos. Para grande parte dos brasileiros, o consumo do corte nobre permanece como desejo, mas restrito a ocasiões especiais, confirmando o resultado da pesquisa de que a economia, de fato, não viabiliza a compra da picanha com facilidade para a maioria em 2025.

Segundo a pesquisa, 71,4% dos entrevistados relataram que os preços dos produtos em supermercados subiram desde que o governo petista assumiu, em janeiro de 2023. Para 17,2%, os preços permaneceram estáveis, enquanto 9,4% acreditam que houve redução. Outros 2,1% não souberam responder ou não opinaram. A sondagem indica que a percepção de aumento de preços tem se intensificado com o tempo: em janeiro do ano passado, 48,4% notavam alta nos preços; em abril deste ano, o índice subiu para 73,7%, mantendo-se agora acima de 70%.

Petista avança projeto que cria novo imposto sobre cerveja e bebidas alcoólicas

O deputado Alfredinho (PT-SP) apresentou na Comissão de Cultura da Câmara um parecer que impulsiona um projeto de lei para instituir um novo tributo sobre bebidas alcoólicas, como cerveja e cachaça. A proposta, de autoria do ex-deputado Washington Quaquá (PT) e Ricardo Abrão (União-RJ), visa criar um fundo para financiar o Carnaval brasileiro, com recursos provenientes de uma contribuição sobre a comercialização dessas bebidas.

Na segunda-feira, 20 de junho, Alfredinho entregou a terceira versão de seu relatório, aumentando a alíquota proposta. Inicialmente, o parecer sugeria R$ 0,50 por litro para bebidas nacionais e R$ 0,10 para importadas. Agora, o texto retoma a ideia de Quaquá, estabelecendo 0,5% sobre o valor de venda de cervejas, vinhos e aguardentes nacionais, e 1% para bebidas importadas.

Se aprovado, o fundo será distribuído com 60% para escolas de samba, 20% para blocos carnavalescos e 10% para outras manifestações culturais. O projeto tramita em caráter terminativo nas comissões da Câmara, podendo ser aprovado sem passar pelo plenário e seguir diretamente para o Senado.

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