Reza Pahlavi afirma que regime iraniano está perto do colapso
3 min readReza Pahlavi prevê colapso iminente do regime no Irã.
Oposição iraniana vê momento histórico para transformação.
O cenário político do Irã ganhou novos contornos nesta semana após declarações contundentes de Reza Pahlavi, filho do último xá iraniano, que afirmou que o fim do regime atual está próximo. Em visita a Paris na segunda-feira (23), Pahlavi comparou a situação do Irã ao período que antecedeu a queda do Muro de Berlim, sugerindo que o país persa atravessa um momento de turbulência comparável àquele divisor de águas europeu. Segundo ele, os sinais de desintegração do governo liderado pelo aiatolá Ali Khamenei são cada vez mais evidentes, e a oportunidade para uma transição significativa nunca foi tão real quanto agora. Pahlavi, atualmente exilado nos Estados Unidos, alertou que membros de alto escalão do governo e até mesmo familiares do líder supremo buscam rotas de fuga, enquanto informações dão conta de que Khamenei se encontra em um bunker, recorrendo a escudos humanos. As declarações do príncipe exilado colocam em evidência o clima de incerteza que permeia o regime iraniano, incentivando aliados ocidentais, como Estados Unidos e Europa, a não oferecerem qualquer tipo de apoio político ou diplomático ao governo vigente.
O contexto dessas afirmações remonta à Revolução Islâmica de 1979, evento que depôs o xá Mohammad Reza Pahlavi e instaurou a República Islâmica sob orientação dos aiatolás. Desde então, Reza Pahlavi tornou-se uma das principais vozes críticas ao regime, liderado por Khamenei desde 1989. O agravamento das tensões regionais, especialmente após recentes ataques israelenses a alvos iranianos, fortaleceu a oposição e serviu como combustível para as declarações do príncipe. Pahlavi argumenta que o regime islâmico esgotou sua capacidade de liderança, tendo levado o Irã à beira do colapso econômico, dilapidado recursos nacionais e comprometido a soberania do povo iraniano. Para ele, o uso da repressão e a manutenção do poder por meio do medo evidenciam o desespero da cúpula dirigente diante de uma população cada vez mais insatisfeita, que, segundo relatos recebidos pelo príncipe, já começa a manifestar abertamente seu desejo por mudança tanto em setores civis quanto militares.
A percepção de que o regime está enfraquecido é compartilhada por parte da comunidade internacional, que vê na atual crise uma chance única de apoiar os anseios de liberdade do povo iraniano. Pahlavi reforça a necessidade de que Estados Unidos e Europa não repitam erros do passado ao tentar negociar com o governo dos aiatolás, alegando que qualquer tentativa de manter o regime apenas prolongaria o sofrimento da população local. O filho do xá também afirma que setores das forças de segurança desejam abandonar o regime e unir-se à oposição, algo que ele acredita se tornar mais visível nas próximas semanas. O momento, para o príncipe, exige compromisso de todas as frentes que defendem uma transição pacífica e democrática, capaz de evitar o caos e o derramamento de sangue.
Transição no Irã ganha contornos decisivos
Ao concluir sua avaliação sobre o cenário iraniano, Reza Pahlavi destaca que a derrocada do regime islâmico pode desencadear uma fase decisiva para o futuro do Irã. Ele se disponibiliza a liderar um processo de transição democrática, buscando evitar rupturas violentas e abrir espaço para um novo modelo de governança, mais alinhado às aspirações da sociedade iraniana. Para Pahlavi, o momento é de esperança, mas também de responsabilidade: a comunidade internacional deve apoiar a autodeterminação do povo iraniano, reconhecendo a legitimidade de seu movimento por liberdade. Os próximos dias e semanas prometem ser determinantes para os rumos do país persa, podendo redefinir seu papel global e restaurar a confiança de milhões de iranianos em um ideal de justiça, paz e prosperidade. O desfecho desse processo permanece incerto, mas as palavras do príncipe ecoam como um chamado para a mobilização global em prol de uma nova era no Irã.
