março 7, 2026

Portal Rádio London

Seu portal de músicas e notícias

Netanyahu celebra vitória histórica e afirma que Israel neutralizou ameaça nuclear do Irã em guerra de 12 dias

7 min read

Netanyahu celebra vitória histórica contra o Irã e promete impedir retomada de programa nuclear.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou na terça-feira, 24 de junho, que a guerra de 12 dias contra o Irã eliminou a ameaça de aniquilação nuclear e de 20 mil mísseis balísticos. Em vídeo divulgado por seu gabinete, ele afirmou: “Removemos duas ameaças existenciais imediatas. O Irã não terá armas nucleares, e agiremos com determinação para frustrar qualquer tentativa de reativar esse projeto.” Netanyahu classificou a vitória como histórica e duradoura por gerações.

Ele destacou o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, descrevendo-o como o maior aliado de Israel na Casa Branca. Segundo Netanyahu, sob comando de Trump, as Forças Armadas americanas destruíram a instalação nuclear subterrânea de Fordow com bombas bunker-buster no fim de semana. No entanto, horas antes, Trump criticou Israel por ataques que, segundo ele, violaram uma trégua negociada pelos EUA, principal aliado de Israel.

Netanyahu afirmou que a missão de Israel ainda não terminou, citando a luta contra o Hamas, aliado do Irã, em Gaza, onde 50 reféns permanecem sequestrados desde o ataque do grupo em 7 de outubro de 2023. Estima-se que cerca de 20 reféns estejam vivos. “Devemos derrotar o Hamas, concluir a campanha contra o eixo iraniano e libertar todos os reféns, vivos e mortos”, concluiu.

Irã acusa ONU de omissão

Escalada de tensões após bombardeios e posicionamento da diplomacia internacional.

O cenário internacional foi abalado após o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, acusar os Estados Unidos de agirem sob influência direta de Israel ao realizar bombardeios em instalações nucleares iranianas, em discurso no domingo, em Nova York. O representante iraniano também criticou veementemente a omissão da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diante da ofensiva considerada “ilegal” e prometeu uma resposta militar proporcional por parte do país persa. O pronunciamento iraniano evidenciou o agravamento das tensões no Oriente Médio, ao expor o descontentamento de Teerã com a postura do Conselho de Segurança, da própria AIEA e do sistema internacional de segurança coletiva. Pelo lado israelense, o embaixador Danny Danon defendeu os bombardeios como um ato de responsabilidade histórica, traçando um paralelo entre a ameaça representada pelo Irã e o maior risco global desde a Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos, por sua vez, alegam agir em nome da segurança internacional, mas são acusados por Teerã de violar normas e resoluções internacionais, além de sacrificar a própria segurança para sustentar o governo de Israel.

O contexto central dessa crise se desenrola em meio a recorrentes alertas do governo iraniano, que já havia notificado Washington sobre as consequências de uma escalada militar. Teerã alega que suas instalações nucleares são voltadas para fins pacíficos e que o país, com quase 100 milhões de habitantes, possui direito legítimo à autodefesa, conforme os princípios internacionais. A ofensiva norte-americana é descrita como agressão deliberada à soberania do Irã e apontada como exemplo da “falência moral, política e legal” do atual sistema de proteção internacional. O diplomata Amir Saeid Iravani resgatou ainda episódios anteriores nos quais os Estados Unidos teriam desrespeitado tratados e destabilizado a região, como nas intervenções no Iraque, Afeganistão e Líbia. Em resposta, o parlamento iraniano aprovou a suspensão de toda cooperação com a agência de supervisão nuclear da ONU, demonstrando a insatisfação de Teerã com o silêncio ou a passividade dos organismos multilaterais diante do risco de desastre nuclear decorrente de novos ataques.

O avanço dessa crise expõe fragilidades das estruturas internacionais criadas para evitar conflitos e escaladas militares, como o Conselho de Segurança da ONU e a própria AIEA. O discurso do Irã destaca que a missão de décadas de segurança coletiva “torna-se vazia e sem poder prático” diante da incapacidade de proteger países-membros contra agressões, conforme afirmou Iravani. Por outro lado, Israel busca apoio internacional para sustentar que sua ofensiva seria uma reação necessária a supostas ameaças existenciais, evocando comparações históricas que potencializam o clima de emergência e risco global. O Hezbollah, importante ator no Oriente Médio, condenou os ataques dos EUA contra o Irã, mas evitou ameaças diretas de participação em possíveis retaliações, limitando-se a apelos para que países árabes, islâmicos e os “povos livres do mundo” apoiem o Irã. Essas movimentações realçam o risco de novos desdobramentos militares e diplomáticos, com potenciais impactos regionais e internacionais.

Perspectivas para a segurança internacional e próximos passos da crise

O impasse sobre a resposta iraniana e a postura dos organismos internacionais permanece no centro das expectativas para os próximos dias, enquanto cresce o temor de uma escalada ainda maior no Oriente Médio. O apelo do Irã para que o Conselho de Segurança intervenha diretamente coloca em cheque a credibilidade das Nações Unidas e da própria Agência Internacional de Energia Atômica diante da comunidade global. Caso o silêncio desses órgãos se mantenha, cresce a percepção de cumplicidade diante de supostos crimes e violações do direito internacional, conforme acusado por autoridades iranianas. Paralelamente, a decisão do parlamento de Teerã de suspender a cooperação nuclear representa um endurecimento da posição do país, que poderá dificultar ainda mais os esforços de fiscalização internacional e aumentar as incertezas sobre o futuro do programa atômico nacional. No médio prazo, o conflito discursivo entre Irã, Estados Unidos e Israel tende a continuar impactando a segurança regional e as dinâmicas geopolíticas globais, exigindo posicionamento de outros países e potenciais ajustes nas estratégias diplomáticas de grandes potências. O desenrolar dessa crise será decisivo para a reputação de organismos multilaterais e para os rumos da estabilidade internacional, num cenário em que o direito à autodefesa e as acusações de omissão seguem motivando novos capítulos de tensão mundial.

Líder do Irã nega agressão após ataque a base dos EUA no Qatar

Horas após o Irã lançar um ataque com seis mísseis contra a base militar americana de Al-Udeid, no Qatar, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, afirmou no X que o Irã “não agrediu ninguém” e não aceitará agressões de outros países. “Não nos submeteremos a nenhuma agressão, sob nenhuma circunstância”, declarou o líder de 86 anos, que comanda o Irã desde 1989, destacando que essa é a “lógica da nação iraniana”. O governo do Qatar informou que o ataque não deixou feridos ou mortos.

Khamenei, que controla as Forças Armadas, o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, se isolou em um bunker por temer atentados, após perder aliados próximos, segundo o The New York Times. Ele nomeou três clérigos como candidatos à sucessão na Assembleia dos Peritos, conforme noticiado no sábado, 21.

Irã justifica ataque como retaliação

O regime iraniano classificou o ataque de segunda-feira, 23, como resposta a uma “flagrante agressão militar” dos EUA contra usinas nucleares iranianas, violando o direito internacional, segundo comunicado da TV estatal. O Irã afirmou que não deixará sua soberania e segurança sem resposta, acusando os EUA de apoiarem ações “sionistas”. O comunicado destacou que as bases americanas na região são uma “fraqueza” e alertou que “a era do espancamento chegou ao fim”, prometendo intensificar respostas a novos “atos de vandalismo”.

A operação, batizada de “Anunciação da Vitória”, foi anunciada como retaliação a ataques a três usinas nucleares iranianas. Inicialmente, houve relatos de um ataque à base de Ain al-Asad, no Iraque, mas um oficial americano confirmou à Reuters que apenas Al-Udeid foi alvo. Sistemas de defesa aérea foram ativados, e soldados receberam ordens para se abrigar em bunkers.

Resposta dos EUA

O governo de Donald Trump monitora a situação, com o presidente convocando uma reunião de emergência no Salão Oval, segundo a Reuters. A Casa Branca considera o ataque “simbólico”, uma tentativa do Irã de demonstrar força internamente. A diplomacia americana avalia que Trump pode optar por não retaliar, dado o caráter “telegrafado” da ofensiva e o número reduzido de mísseis em comparação com ataques anteriores entre Irã e Israel.

Base Al-Udeid

Criada em 1996, a base de Al-Udeid, no Qatar, abriga 10 mil soldados e é o quartel-general do Comando Central dos EUA, coordenando operações do Egito ao Cazaquistão. Com 24 hectares, é uma das instalações mais estratégicas dos EUA no mundo.

Netanyahu vê vitória sobre Irã como oportunidade para acordos de paz

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira, 26 de junho, que a vitória sobre o Irã abre novas possibilidades para acordos de paz que Israel não deve perder. Em comunicado, ele declarou: “Essa vitória cria uma oportunidade para expandir significativamente os acordos de paz. Estamos trabalhando nisso com entusiasmo. Junto com a libertação dos reféns e a derrota do Hamas, há uma janela de oportunidade que não podemos desperdiçar, nem por um dia.”

Acompanhe mais detalhes sobre este e outros temas internacionais em Portal Rádio London e na editoria Internacional.

“`

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *