março 7, 2026

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Onda de frio faz São Paulo superar frio da Sibéria

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Onda de frio atinge cidades paulistas e supera temperaturas da Sibéria.

Frio intenso: 108 cidades brasileiras registram temperaturas mais baixas que a Islândia.

São Paulo registrou uma manhã histórica nesta quarta-feira, com pelo menos 34 cidades paulistas anotando temperaturas mais baixas do que as observadas em regiões conhecidas pelo frio extremo, como a Sibéria. O fenômeno foi detectado nas primeiras horas do dia e surpreendeu meteorologistas e moradores, com diversas estações meteorológicas do estado apontando mínimas menores que as das cidades de Oymyakon e Yakutsk, na Rússia, famosos polos de frio global. Enquanto as localidades russas tiveram marcas de 11ºC e 14ºC, respectivamente, cidades do interior paulista e da região metropolitana chegaram a extremos negativos, como Corumbataí, que marcou impressionantes -2,4ºC. Na capital, os termômetros também despencaram: a média foi de 5,5ºC e, em bairros da zona sul, registros negativos foram apontados. Esse cenário se deve à atuação de uma frente fria intensa vinda do sul do continente, confirmando alertas prévios emitidos pelos serviços de meteorologia. O evento climático levou os moradores a se agasalharem de maneira inédita para enfrentar o amanhecer, com ruas esvaziadas e relatos de geada em diversas regiões, o que evidencia o impacto que a onda de frio causou no cotidiano paulista.

O frio que surpreendeu o estado de São Paulo nesta semana é resultado direto da passagem de um ciclone extratropical pelo litoral, fenômeno que trouxe uma frente fria robusta para a região sudeste do país. Desde o último domingo, a Defesa Civil municipal mantém alertas de baixas temperaturas, principalmente para bairros mais afastados do centro urbano, conhecidos por registrarem mínimas históricas. Em Parelheiros, extremo sul da capital, a marca de 0ºC na madrugada foi a menor do ano, superando recordes anteriores e confirmando a severidade do frio. Este comportamento climático não se restringiu à cidade de São Paulo: localidades como Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, e outros municípios do interior também estiveram entre os mais atingidos, com temperaturas que desafiaram a percepção comum sobre o inverno na região. A expectativa dos especialistas é que o frio permaneça intenso nos próximos dias, com oscilações de temperatura que podem voltar a aproximar-se de graus negativos ao amanhecer. Mesmo cidades litorâneas, como Bertioga, sentiram os efeitos da massa de ar polar, mostrando que o fenômeno teve abrangência estadual, e não apenas local.

O impacto da onda de frio sobre a rotina dos paulistas é sentido amplamente em diferentes setores, de serviços essenciais a atividades cotidianas. Escolas estaduais e municipais adaptaram horários e rotinas internas para proteger estudantes e colaboradores do frio exacerbado. O comércio também relatou mudanças de comportamento, com aumento nas vendas de roupas de inverno e acessórios térmicos, além da sobrecarga em serviços de assistência social voltados para populações vulneráveis, em especial pessoas em situação de rua. O fenômeno climático chamou atenção nacional pela sua intensidade, superando, inclusive, os registros das cidades siberianas que servem de referência para baixas temperaturas no hemisfério norte. Segundo analistas do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas e meteorologistas entrevistados, a combinação de fatores atmosféricos, como o resfriamento acentuado e ausência de chuva, contribuiu para criar um ambiente propício à queda abrupta nos termômetros. Embora a expectativa seja de uma leve elevação das temperaturas a partir do final da semana, a previsão ainda aponta para manhãs geladas e possibilidade de novas ocorrências de geada, principalmente em municípios do interior paulista e serra.

Com o avanço da primeira frente fria do inverno de 2025, São Paulo se consolida no centro do noticiário climático brasileiro ao enfrentar um evento raro, quando cidades tropicais superam marcas históricas de frio típicas do Ártico. Os próximos dias serão decisivos para a normalização das condições meteorológicas, com previsão de gradual elevação da temperatura a partir de quinta-feira, embora o frio ainda seja protagonista no início das manhãs. Meteorologistas recomendam atenção reforçada para a população vulnerável e para o setor agrícola, especialmente devido ao risco de geada que pode impactar lavouras. Enquanto isso, a experiência vivida nesta semana marca não apenas os moradores da capital, mas também de dezenas de municípios paulistas, que assistiram a um frio capaz de rivalizar, por algumas horas, com regiões consagradas como as mais geladas do planeta. O fenômeno reforça a importância do monitoramento climático constante e da preparação para eventos extremos, cada vez mais frequentes em decorrência das mudanças climáticas globais. Para os paulistas, o inverno de 2025 já entra para a história como um dos mais rigorosos e surpreendentes dos últimos anos.

Frio extremo: 108 cidades do Brasil amanhecem com temperaturas inferiores às da Islândia; confira quais

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que 108 municípios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil amanheceram nesta quarta-feira com temperaturas mínimas iguais ou inferiores a 11ºC, superando o frio registrado na Islândia, conhecida por seu clima gelado, ventos fortes e sensação térmica severa. As cidades, localizadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, enfrentaram um frio intenso. Veja a lista completa abaixo.

Sul do Brasil

No Rio Grande do Sul, todas as 24 estações meteorológicas do Inmet registraram temperaturas muito baixas, algumas negativas. Em Serafina Corrêa, a 220 km de Porto Alegre, a mínima atingiu -3,6ºC, e as temperaturas no estado não ultrapassaram 4ºC. Em Santa Catarina, nove cidades tiveram frio intenso, enquanto no Paraná, 12 municípios registraram mínimas negativas. General Carneiro, no sul paranaense, chegou a -7,8ºC.

Sudeste

Em São Paulo, 26 cidades monitoradas pelo Inmet tiveram temperaturas abaixo de 11ºC, com destaque para São Miguel Arcanjo, que marcou 0ºC. Em Minas Gerais, 15 municípios enfrentaram frio intenso, enquanto no Rio de Janeiro, cinco cidades, como Teresópolis e Nova Friburgo, registraram mínimas entre 5,4ºC e 10,2ºC.

Centro-Oeste

No Mato Grosso do Sul, 18 cidades amanheceram com temperaturas abaixo de 11ºC. A exceção foi Corumbá, que teve mínima de 14ºC.

Onda de frio

A massa de ar polar que chegou ao Brasil na terça-feira trouxe geada e neve ao Sul, com as temperaturas mais baixas de 2025 até agora. Durante a madrugada, 85 cidades registraram índices abaixo de 0ºC. Segundo meteorologistas, a onda de frio, embora típica para a época, deve persistir até o fim da semana.

Urupema, conhecida como a cidade mais fria do Brasil, confirmou sua fama ao registrar -8,06ºC às 4h de ontem. Urubici, também em Santa Catarina, marcou -8ºC, seguida por São Joaquim (-5,7ºC), Palmas, no Paraná (-5,7ºC), e São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul (-4,9ºC).

Expectativas para os próximos dias diante do frio histórico

A sequência de dias gelados em São Paulo gera preocupações e mobilizações em áreas como saúde, assistência social e infraestrutura urbana, ressaltando a necessidade de políticas públicas capazes de responder de maneira rápida e eficaz a situações atípicas como esta. Nos hospitais, foi registrada alta na busca por atendimento de pacientes com doenças respiratórias, situação que costuma se agravar em episódios de queda brusca de temperatura. Em resposta, prefeituras intensificaram ações de acolhimento para pessoas que vivem nas ruas, distribuindo cobertores e abrindo abrigos temporários. Do ponto de vista climático, especialistas apontam que, apesar do frio persistente, a tendência é de uma melhora gradual a partir do final da semana, com incremento no volume das temperaturas máximas e redução do risco de geada. Ainda assim, a experiência vivida em São Paulo serve de alerta para toda a região sudeste do Brasil, mostrando que as ondas de frio intensas podem se tornar eventos recorrentes nos próximos anos, em parte devido à maior frequência de eventos extremos associados às mudanças climáticas globais. A população, por sua vez, permanece vigilante e buscando se adaptar, tornando este episódio um marco na memória coletiva, tanto pelo ineditismo quanto pelos desafios impostos ao cotidiano e à organização social do estado durante o rigoroso inverno de 2025.

Inmet emite alertas para frio intenso e chuvas fortes em diversas regiões do Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alertas para várias regiões do Brasil devido a previsões de frio intenso e chuvas acumuladas, que podem trazer riscos à saúde e à segurança. Os avisos abrangem centenas de municípios nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

Frio intenso no Sul

Desde segunda-feira (23), um alerta laranja, que sinaliza perigo, está em vigor para 578 municípios do Paraná e Santa Catarina, com previsão de queda acentuada de temperatura, acima de 5°C, representando risco à saúde, sobretudo para crianças, idosos e pessoas vulneráveis. Um alerta amarelo, de perigo potencial, indica quedas de 3°C a 5°C em áreas do Norte, Sudeste e Centro-Oeste, válido até as 15h desta quarta-feira (25), com baixo risco à saúde.

Chuvas intensas no Sul

Um segundo alerta laranja, relacionado a chuvas acumuladas, foi emitido para 236 municípios do Sul, com possibilidade de alagamentos, deslizamentos e transbordamento de rios. As áreas afetadas incluem o noroeste do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e regiões do Paraná (sudoeste, sudeste, oeste e centro-sul). O Inmet prevê chuvas de até 60 mm por hora, com o alerta vigorando das 22h de terça-feira até as 23h59 de quarta-feira.

Recomendações à população

O Inmet recomenda que a população das áreas afetadas adote precauções, como:

  • Evitar sair de casa durante o mau tempo;
  • Monitorar sinais de movimentação em encostas;
  • Desligar aparelhos elétricos e, se possível, o quadro geral de energia;
  • Proteger pertences com sacos plásticos em caso de risco de alagamento.




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