março 7, 2026

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‘Sexalescentes’ revelam como viver plenamente após os sessenta anos

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Nova geração de sexagenários redefine conceitos de envelhecimento.

Uma nova geração de pessoas com mais de 60 anos está redefinindo o conceito de envelhecimento no Brasil e no mundo. Chamados de “sexalescentes”, estes indivíduos que atualmente estão na casa dos sessenta anos apresentam características bem diferentes das gerações anteriores, mantendo-se ativos, saudáveis e cheios de projetos para o futuro. Diferentemente dos estereótipos tradicionais que associavam a velhice à apatia e ao recolhimento social, este grupo tem entre 20 e 25 anos de vida ativa e dinâmica pela frente, o que amplia significativamente suas perspectivas em diversos aspectos. Os sexalescentes não se conformam em abandonar seu papel no ambiente de trabalho, na vida afetiva e social, e muitos deles sequer consideram a aposentadoria como um objetivo imediato. Ao contrário, utilizam sua vasta experiência de vida para iniciar novos empreendimentos, começar estudos universitários ou desenvolver projetos pessoais há muito tempo adiados. Esta geração transformadora está redefinindo completamente o significado de envelhecer, trazendo uma nova perspectiva sobre projetos, relacionamentos amorosos, mudanças de vida, sexualidade, trabalho e prazer mental.

O fenômeno dos sexalescentes representa uma mudança significativa no perfil demográfico e comportamental da população idosa contemporânea. Estas pessoas têm em comum o fato de terem tido uma vida razoavelmente satisfatória, sendo homens e mulheres independentes que trabalharam por muitos anos e conseguiram encontrar atividades profissionais que lhes proporcionaram realização pessoal, além de sustento financeiro. Diferentemente da geração de seus pais e avós, que frequentemente usavam roupas em tons escuros e discretos como que à espera da morte ou em luto permanente, os sexalescentes mantêm uma aparência jovial, tingem os cabelos, usam produtos para melhorar sua aparência física e vestem-se com cores vibrantes e roupas da moda, incluindo jeans e tênis. Esta geração tornou-se extremamente consciente da importância da saúde física, praticando exercícios regularmente, com muitos deles frequentando academias três ou quatro vezes por semana, correndo ou caminhando pelo menos 30 minutos diariamente. Nas academias de ginástica, é cada vez mais comum encontrar pessoas com mais de 60 anos malhando abdômen e fortalecendo glúteos, além de seguirem dietas com baixo teor de colesterol e redução de lipídios.

A revolução dos sexalescentes vai muito além da aparência física e dos cuidados com a saúde, refletindo-se também em seus relacionamentos interpessoais e na forma como lidam com a tecnologia. Nos relacionamentos amorosos, já ultrapassaram a ideia tradicional do casamento para toda a vida e optaram por ter amor na vida, desfrutando plenamente de suas relações e, quando estas não correspondem ao que desejam, não hesitam em partir para novas experiências. Diferentemente das gerações anteriores, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos em suas decisões, não se desfazendo em prantos sentimentais diante de perdas, mas refletindo, tomando nota e seguindo em frente. No campo tecnológico, esta geração adaptou-se surpreendentemente bem ao mundo digital, dispensando o telefone tradicional em favor de smartphones e redes sociais, sabendo manusear computadores e mantendo-se atualizados sobre as novidades tecnológicas. Em relação aos filhos já adultos, estabelecem relações mais horizontais e amigáveis, e com os netos, fogem do estereótipo do avô ou avó deprimido, participando ativamente de suas vidas e conversando sobre temas atuais, incluindo tecnologia. Esta capacidade de adaptação e renovação constante é particularmente notável nas mulheres sexalescentes, que trazem décadas de experiência em fazer sua própria vontade, quando suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que a geração anterior nem sonhava em alcançar.

A emergência dos sexalescentes como grupo social distinto representa uma evolução significativa na compreensão do processo de envelhecimento e exige uma revisão de políticas públicas e conceitos sociais sobre a terceira idade. No entanto, é fundamental ressaltar que esta realidade não se aplica igualmente a todos os sexagenários brasileiros. Enquanto os sexalescentes desfrutam de uma vida ativa e satisfatória, muitos idosos enfrentam uma realidade bem diferente, marcada pela luta pela sobrevivência, pelo trabalho físico extenuante e pelo abandono social. A desigualdade social revela-se de forma particularmente cruel para os sexagenários que trabalharam em condições precárias durante toda a vida e agora são deixados à própria sorte. Nas grandes cidades brasileiras, não é incomum ver pessoas com cabelos brancos e rostos marcados pelas décadas de trabalho puxando carroças e coletando material reciclável para sobreviver. O fenômeno dos sexalescentes, portanto, representa uma PARTE DA SOCIEDADE que teve a sorte de ter uma vida razoavelmente satisfatória e continua com força e vitalidade para seguir em frente. Para o futuro, espera-se que políticas públicas possam ampliar o acesso a condições que permitam a mais pessoas vivenciarem esta fase da vida com dignidade e qualidade, transformando o conceito de velhice e criando uma sociedade onde envelhecer não seja um fardo, mas uma nova etapa repleta de possibilidades e realizações.

Quem são os sexalescentes?

O termo “sexalescência”, ainda não incorporado ao dicionário, descreve pessoas entre 60 e 70 anos que se recusam a envelhecer de forma tradicional. Inspirado na revolução cultural da adolescência no século XX, que deu identidade aos jovens, o conceito de sexalescência reflete uma mudança demográfica significativa. Esses indivíduos, nascidos majoritariamente nas décadas de 1950 e 1960, cresceram em um mundo marcado por transformações sociais, como o feminismo, a liberação sexual e o avanço tecnológico, e agora colhem os frutos de uma vida de conquistas e adaptações. Eles manejam smartphones e computadores com desenvoltura, trocam e-mails e mensagens no WhatsApp, e muitos continuam trabalhando, seja por escolha ou necessidade, em atividades que os realizam. “Não é só uma questão de não querer envelhecer, mas de viver plenamente, com propósito e sem medo do ócio”, afirma a psicóloga Ana Maria Coelho, especialista em envelhecimento.

Uma geração de rupturas e conquistas

Os sexalescentes pertencem à geração dos baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), que vivenciou momentos históricos como o movimento hippie, a pílula anticoncepcional e a luta por direitos civis. As mulheres, em particular, destacam-se por terem desafiado papéis tradicionais. Muitas optaram por carreiras antes dominadas por homens, escolheram não ter filhos ou viver sozinhas, e continuam a romper barreiras. A atriz britânica Helen Mirren, aos 71 anos, é um ícone dessa geração, representando o chamado “sexygenarismo” e a liberdade de viver sem amarras sociais.

A estética também mudou

Longe das cores escuras e da austeridade de décadas passadas, os sexalescentes adotam tinturas de cabelo, roupas modernas e até tatuagens. A sexualidade, antes um tabu para idosos, ganhou novo fôlego com o uso de medicamentos como o Viagra e lubrificantes, permitindo relações prazerosas e novos relacionamentos. “O amor na sexalescência é como na adolescência: intenso, mas com a sabedoria de quem conhece os riscos”, diz o psicólogo Vítor Rodrigues.

Tecnologia e saúde: pilares da nova velhice

Os avanços médicos e tecnológicos são fundamentais para o estilo de vida dos sexalescentes. A expectativa de vida no Brasil aumentou para 77 anos em 2024, segundo o IBGE, e a qualidade de vida acompanha essa tendência, com exames preventivos, tratamentos avançados e uma farmacologia que prolonga o bem-estar. “A longevidade hoje é sinônimo de atividade, não de repouso”, destaca o geriatra João Silva.

No campo tecnológico, os sexalescentes são “migrantes digitais” que se adaptaram com sucesso. Eles usam redes sociais para se conectar com amigos e familiares, participam de cursos online e até criam conteúdo digital. Um levantamento da Pew Research Center de 2023 mostrou que 68% dos brasileiros acima de 60 anos acessam a internet regularmente, um salto em relação aos 45% de 2015. Essa conectividade permite que mantenham laços afetivos e explorem novos hobbies, como viagens, esportes e empreendedorismo.

Desafios e críticas

Nem tudo, porém, é um mar de rosas. A sexalescência exige condições financeiras e de saúde que nem todos possuem. “Chegar aos 60 com independência econômica e disposição física é um privilégio”, aponta a socióloga Mariana Lopes. Para muitos, a busca por trabalho na maturidade é desafiadora, enfrentando preconceitos etários e dificuldades de adaptação. Além disso, a pressão por uma aparência jovem pode gerar ansiedade, com críticas de que a sociedade valoriza mais o “charme” masculino do envelhecimento do que a liberdade estética feminina.

A solidão também é um obstáculo

Embora os sexalescentes sejam independentes, a falta de apoio familiar ou social pode torná-los vulneráveis. Programas de assistência, como os oferecidos por ONGs e prefeituras, têm sido essenciais para promover inclusão e bem-estar, mas ainda há lacunas no Brasil, especialmente em áreas rurais.

Impacto cultural e no mercado

O fenômeno dos sexalescentes está transformando o mercado e a cultura. Marcas de moda, turismo e tecnologia voltadas para esse público crescem exponencialmente. No Brasil, o mercado de turismo para a terceira idade movimentou R$ 12 bilhões em 2024, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). Filmes como Alguém Tem Que Ceder (2003) e Terapia a Dois (2012) refletem essa nova visão, mostrando idosos ativos e apaixonados, longe do estereótipo de fragilidade.

Empresas também começam a valorizar a experiência dos sexalescentes no mercado de trabalho. “Eles trazem bagagem profissional e equilíbrio emocional, algo que complementa a energia das gerações mais jovens”, afirma Carla Mendes, consultora de RH. Um estudo da LiveCareer de 2023 revelou que 89% dos trabalhadores consideram a diversidade geracional positiva, com 87% aprendendo com colegas de outras idades.

Um futuro sem rótulos

Os sexalescentes representam uma revolução no envelhecimento, desafiando preconceitos e inspirando gerações futuras. Eles mostram que os 60 anos não são o fim, mas o início de uma fase vibrante, marcada por liberdade, criatividade e propósito. Como destaca um post no X, “os sexalescentes não se aposentam da vida, mas vivem com audácia e tenacidade, como se estivessem em uma segunda adolescência”.

Para que essa transformação se consolide, é crucial que a sociedade invista em políticas públicas que garantam saúde, inclusão digital e oportunidades de trabalho para todos. Afinal, como diz o lema dessa geração, “envelhecer não está nos planos”. Os sexalescentes estão aqui para provar que a vida, aos 60, é só o começo de novas aventuras.

Uma nova perspectiva sobre o envelhecimento no século XXI

Os sexalescentes estão redefinindo o significado de envelhecer no século XXI, mostrando que a idade cronológica não determina limitações quando há saúde, disposição e projetos. Como afirmou um sexalescente não identificado, “hoje, as pessoas na década dos sessenta/setenta estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são”. Esta nova geração celebra cada manhã e sorri para si mesma, talvez por alguma secreta razão que só conhecem aqueles que chegam aos 60/70 anos neste século, com saúde, propósito e muita vontade de viver.

 

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